Paraíba, Baiano Cansado e Zé Coreia


No começo foi ridículo, depois ficou irritante, agora está hilária e patética a temporada de caça ao Bolsonaro.
Quando os “juízes de domingo”, “padres de passeata” e “órfãos de Lula” não têm algo importante ou de concreto a criticar, apegam-se à miudezas, só pra chatear, só pra contrariar.
É a máxima: Subiu no tijolo, faz discurso!
Já falei e repito. Isso é falta de sexo ou de coisa melhor a fazer. Falta de trabalho, de leitura, de pintura em porcelana ou crochê.
No princípio, era a toalha xadrez, com garrafa PET, coisa de populista e demagogo. Daqui a pouco vão inventar que Bolsonaro toma banho pelado….
O Fagner pode cantar “Só deixo meu Cariri no último pau de arara”. Se o Bolsonaro citar pau de arara vão dizer que é apologia à tortura.
Grande amigo meu, gozador, sempre chamou todo oriental de Zé Coreia. E tinha nada de preconceito ou pejorativo nisso. É apenas uma forma original para dizer o que todo mundo diz. Que, para nós, pobres ocidentais, é difícil diferenciar um chinês de outro japonês, etc.
Especialistas em coreanos, chineses e japoneses são raros. Pelo nome ainda dá pra perceber a origem de cada um, mas…
Grosso modo, é como aquela foto, meme de formatura ou encontro entre amigas, onde todas as mulheres estão de burca e é impossível reconhecer uma da outra.
Em 1982, eu e dois amigos brasileiros, na Grécia, quase fomos linchados por um grupo de ingleses que nos confundiu com argentinos, em plena guerra das Malvinas/Falklands.
Normal. Para a maioria dos ingleses; português, espanhol, italiano, javanês; tudo a mesma coisa.
Quando morei em Campinas (SP), me chamavam de “minero”. Quando voltei para Minas, virei campineiro viado…
E ainda era apontado como viajante de “Transviadônica”: Campinas, Pelotas, Santos Dumont e Volta Redonda. Nunca me senti agredido. Eu ria.
O Rei do Baião, Gonzagão, tem um clássico forró de seu repertório chamado “Paraíba Mulher Macho”.
Nunca vi alguém chamá-lo de preconceituoso. Mesmo porque, Gonzagão era nordestino. “Respeita, Januário, pô!”.
A cineasta Tisuka Yamasaki tem um filme chamado “Parahyba Mulher Macho” (1983). Também, ao que me consta, nunca foi insultada.
O grande ator paraibano, José Dumont, no primeiro episódio do jurássico seriado “Plantão de Polícia” (1979), viveu o personagem Paraibinha…
Chamar o maior ladrão do mundo de estadista e preso político pode, né?
Chamar o presidente de palhaço (Bozo) também…
O que é mais pejorativo, nocivo e preconceituoso? Ser chamado de Paraíba ou de nazista?
E Bolsonaro é o “nazista” mais amigo de Israel, entre todos os presidentes que já tivemos…
Nunca vi um “nazista” tão íntimo e admirador do povo judeu como Bolsonaro.
Outra coisa engraçada é descobrir que Bolsonaro teve 58 milhões de votos. Então o Brasil tem 58 milhões de homens brancos, com olhos azuis, heteros, machistas, misóginos, homofóbicos, racistas e fascistas.
Ou então, tenho um monte de amigos gays homofóbicos; amigas machistas e misóginas.
“Paraíba Mulher Macho” é “mulher do grelo duro” que bate o pau na mesa? Mulher “pica grossa”? Clitóris avantajado? Travesti?
Grelo duro é elogio? E chamar Pelotas de “polo exportador de viados”? Também é brincadeira, piada, elogio do pernambucano Lula aos gaúchos?
No Brasil, até hoje, definem descendentes de sírios e libaneses como “turcos”. Desconfiam que não gostam muito…
Sou bisneto de italianos, os “carcamanos”. Bonito texto, né?
No Brasil do Século 19, “polacas” eram prostitutas…
Chamar mineiro de Baiano Cansado é o que? Sarro, injúria, blasfêmia ou difamação? Contra os mineiros ou contra os baianos?
O carioca de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso, depois de roubar a presidência de Itamar Franco e antes de comprar a reeleição, chamou os mineiros de caipiras quando mandou os correligionários de Itamar “pegarem o caminho da roça”. E aí? E daí?
Cansei minha beleza, por hoje.
PS: Amanhã, se eu quiser, kkkkkkkkkkkkkk… explico Araraquara, Pau de Arara, Bruna Surfistinha e trabalho escravo infantil, talkey?

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