21 de maio de 2022
Colunistas Walter Navarro

O Império do Lixo que não existe

“Eu, Claudius, Imperador” (1934) é um livro do inglês Robert Graves; uma autobiografia do imperador romano.

Cláudio. Mais um monte de intrigas e assassinatos que nunca li, mas dizem as boas línguas, que o livro é lapidar. Tanto que veio à tona de minha memória de elefante amazônico.

O que acho interessante em Cláudio é ter sido o primeiro imperador não nascido na Itália do Império Romano, mas em Lyon, França.

Com um pequeno detalhe, nascido 10 A.C., Cláudio foi imperador em 41 D.C., quando a França estava longe de ser França, era simplesmente um território romano, uma tal de Gália. Mais detalhes, perguntem ao Astérix ou Obélix.

Um pequeno pulo depois, em 391 D.C., nasceu o grande e intrépido colosso, o general romano, Flavius Aetius, popular e historicamente conhecido com Aécio. Era romano, “ma non tropo” porque, assim como Cláudio nasceu na França, Aécio nasceu na Bulgária.

A Bulgária é aquele país estranho, entre Oeste e Leste, o mais corrupto da Europa. Não à toa, foi da Bulgária que fugiu o pai de Dilma Rousseff, vindo, para nossa “sorte”, atracar no Brasil. Deu no que deu… E ainda dá. Diz que Deus dará.

Ainda no Brasil, Cláudio é uma pequena cidade no Centro-Oeste de Minas, por onde passei uma só vez, há muitos anos. Cidadezinha simpática.

Cláudio também é o berço de Risoleta Neves, avó de Aécio, general romano que governou Minas, duas vezes e blá blá blá…

Blá blá blá, não! Aécio herdou do marido de Risoleta e seu avô, Tancredo, a abominável maldição dos Neves: a de quase chegar lá. Lá na presidência da República.

Mas, finalmente, por que mesmo todo este blá blá blá?

Porque depois de anos, ontem, fiquei sabendo de uma ótima notícia sobre Cláudio, não o imperador romano, nem o general romano; mas sobre a cidade natal de Risoleta.

Li no Portal Meio Ambiente MG, com a Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam.

“Cláudio é a primeira cidade mineira a lançar oficialmente a ampliação de seu programa de coleta seletiva (…) outras 18 cidades vão lançar oficialmente seus programas…”

Por falar em lançamento, com o Carnaval chegando a galope, e aquela marchinha imortal? “O Brasil vai lançar foguetes, Cuba também vai lançar. Lança, Cuba lança! Quero ver Cuba lançar…”.

Coleta seletiva, além de ser meu principal interesse, há séculos, representa toda a cultura, riqueza e arte do lixo; o futuro do Planeta. Se pensarem bem, não existe lata de lixo no mundo.

O que a gente joga fora ainda não vai para Marte, fica aqui mesmo, poluindo e matando, principalmente os países e povos mais pobres.

Eu cato e reciclo tudo o que acho na rua. E a pé! Mulher perdida, tampinha de garrafa, prego enferrujado e torto, papelão, toco de madeira, garrafas e uma tonelada de etc. Se eu tivesse carro, minha casa seria um depósito, um ferro-velho.

Pena que numa cidade mil vezes maior que Cláudio, Belo Horizonte, a coleta seletiva seja tão seleta, rara e pequena. Ela tinha que acontecer todo dia e em todos os bairros.

Pouca gente tem a cultura e, literalmente, o saco para guardar vários tipos de resíduos e descartes, esperando Godot chegar e o caminhão da coleta seletiva passar para recolher papel, vidro, plástico, metais, madeira, etc.

Deste jeito, parece que, no fim, tudo acaba no mesmo lugar de sempre, os aterros, os lixões.

ps: O lixo da Antiga Roma virou relíquia, tesouro. E juro! Mora nos mais lindos museus…

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Jornalista, escritor, escreveu no Jornal O Tempo e já publicou dois livros.

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