
Não fica mesmo, Tiririca?
Pois você acaba de ser desmentido nessa eleição de 4 de outubro.
Numa das votações mais controversas dos últimos tempos, os eleitores, com medo do tal “comunismo” que esperam chegar desde 2022, mergulharam de cabeça na extrema direita – o que dificulta muito um eventual governo de esquerda, ou que dá aval total para um presidente de direita deitar e rolar.
Só da família Bolsonaro temos:
Jair Renan Bolsonaro eleito deputado federal. Aquele que tem o cabelo à la Hitler e nada mais debaixo dele. Aquele que não conseguia articular uma frase com sentido quando subia à tribuna da Câmara Municipal de Balneário Camboriú, arrancando gargalhadas de seus próprios colegas vereadores e que encerrou seu mandato sem conseguir aprovar um único projeto.
Aquele mesmo que em 2024 foi acusado, juntamente com seu comparsa, digo, sócio, o instrutor de tiro Maciel Alves, de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
Renato Bolsonaro, o irmão do detento Jair, também se elegeu para deputado federal. Seu currículo? Foi vereador por Praia Grande entre 2000 e 2004, depois tentou conquistar as prefeituras de Miracatu e de Registro sem sucesso.
Carlos Bolsonaro, o filho 02 de Jair, investigado por ser responsável pela “Abin Paralela” e também, tal qual seu irmão Flávio, pela prática de rachadinhas durante seu mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio. É formado em Ciências Aeronáuticas e autor de memoráveis postagens em “dilmês” nas redes sociais; foi eleito senador pelo Estado de Santa Catarina, embora seja do Rio de Janeiro. Sua única ligação com esse estado do sul, até onde se sabe, é como frequentador do Clube de Tiro 38, localizado na grande Florianópolis, também frequentado por Adélio Bispo, o esfaqueador de Jair. (Aqui uma dúvida verdadeira: se Adélio pretendia usar uma faca no atentado, o que fazia num clube de tiro?)
Michelle Bolsonaro: a ex-primeira dama da noite, a dos pulinhos e das palavras desconexas, também se elegeu senadora. Seu currículo? Hum… Tô que nem o ChatGPT. Pensando…
Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com o atual presidente Lula da Silva com grandes chances de se eleger, dada a frente ampla de apoiadores. Já recebeu publicamente apoio dos candidatos que participaram do teatro armado para a corrida presidencial: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e ainda ganhou o apoio de um nome de peso que não foi candidato porque está inelegível mas que fez questão de demonstrar seu apreço ao amigo Flávio: Pablo Marçal (PCC). Ah, não. PRTB, desculpa aí!
Ah, Tiririca. E ainda tem a Ana Campopiano, a doce garotinha que levou quase 2 milhões de votos em São Paulo, inclusive de mulheres. Mas, provavelmente, só das que não traem os maridos e que apoiam sua teoria de que matar alguém que trai não passa de uma reação de ciúme. Que feminicídio não existe.
Tá bom pra você, Tiririca?
E olha que tem mais. Muito mais, mas não cabe tudo aqui. Dá uma googlada aí pra ver como você estava errado.
Infelizmente!

