
28/10/2025, dia de São Judas Tadeu, o padroeiro das causas perdidas, ficará marcado na triste história da violência na cidade do Rio.
Esta é a data que se pode considerar que a (in)segurança do Rio mostrou a sua cara. A operação sem precedente, pela dimensão e pela batalha campal, ocorrida em dezenas de pontos da cidade, mobilizou 2.500 homens das forças de segurança estaduais e que provocou mais de 120 mortes, sendo quatro deles policiais – estes sim, vítimas desta guerra insana. Em homenagem a estes guerreiros que se foram,seguem as fotos desses heróis com nomes e identificação.

Além deles, há 13 policiais feridos. Um deles, um delegado, teve sua perna amputada. Outros 3 ainda estão em estado grave. O discurso da esquerda de que era uma operação-massacre cai por terra quando houve 113 presos, ilesos, que se renderam e não foram para o conflito. Aí inclusos os 26 criminosos que invadiram a casa de uma senhora e a mantiveram como refém. Destes, apenas um enfrentou a polícia e foi “cancelado”. Os demais, se renderam e estão presos. Provando mais uma vez que só morreu quem enfrentou a polícia.
Isso nos remete aos grandes e sangrentos conflitos mundiais. Importante destacar que a pavimentação dessa falência da segurança não ocorreu da noite pro dia, ela é obra dos inúmeros (des)governos que passaram pelo Palácio Guanabara, em conjunto com as diferentes bancadas de parlamentares que passaram pelas Casas legislativas estadual e municipais da Região
metropolitana nas últimas décadas.
A isso se soma um Poder Judiciário lento, com leis permissivas e sentenças que nem sempre são críveis na soltura de presos perigosos ou que têm inúmeras “passagens pela polícia”. Algum de nossos poderes constitucionais precisa saber o porquê de nossas leis estarem dissociadas da realidade.
Esses atores (governadores, secretários e assembleia) construíram, seja por omissão ou por conivência, dia após dia, nos últimos 50 anos condições para o surgimento do cenário que propiciou as milícias e o tráfico dominarem perto de 80% do território carioca, subjugando milhões de pessoas que vivem sob os seus domínios.
Parte das classes alta e média não estava nem aí para o declínio da escola pública. Podiam colocar os filhos em colégios particulares. A precariedade da saúde pública também não incomodava, porque podiam contratar planos de saúde. Com a segurança, isso não deu certo: condomínios fechados, segurança particular e carros blindados… nada disso foi suficiente.
Aqui no Rio, tranquilidade está cada vez mais difícil. O governo do estado enxuga gelo. Apreende fuzis, armas, munição, drogas e prende muitos traficantes e seus soldados, mas a nossa justiça os solta rapidinho.
Perdeu, playboy. Perdeu, mané. Duas frases que nos mostram como estamos em matéria de perdas, sejam pessoais e/ou políticas. No Brasil de hoje, perdemos, diariamente, em vários sentidos. Sentimo-nos acuados, desprotegidos e sem quaisquer fatos que nos proporcionem um mínimo de esperança.
A situação no Rio de Janeiro exige respostas urgentes, eficazes e não debates ideológicos. O confronto entre governos federal e estadual apenas fragiliza a autoridade do Estado e dá espaço para o fortalecimento das facções criminosas. O enfrentamento do crime organizado demanda integração institucional, inteligência e firmeza política.
Disputas partidárias em meio a uma crise dessa magnitude são irresponsáveis. É preciso coordenação nacional, investimento em investigação e políticas sociais que evitem o recrutamento de jovens pelo tráfico. O Rio de Janeiro não pode ser palco de vaidades políticas; é questão de soberania e vida.
Parabéns, Secretário de Segurança Felipe Cury! Com todo o respeito aos especialistas em segurança que discordaram do planejamento e da execução da operação que foi posta em prática nesta última terça-feira, é preciso entender que o ponto a que o Rio chegou, pela leniência de muitos governos.
Tenho certeza de que, entre os bandidos presos, feridos ou mortos, a maioria já passou por delegacias ou por presídio, já foram presos e libertados por decisão judicial. É fácil soltar os bandidos e devolvê-los à rua. É útil manter uma legislação frágil e ultrapassada para que os advogados consigam libertar grandes criminosos.
É fácil jogar toda a culpa nos governos, nas polícias e na sociedade e pousarem como “inocentes indignados”. O Judiciário e o Legislativo são os maiores responsáveis pela criminalidade no Brasil. Só cuidam dos seus próprios interesses. Lamento as mortes de policiais e pessoas inocentes, vítimas da violência sem fim.
Quantos quartéis temos na cidade do Rio de Janeiro? Quantos soldados temos na cidade? Por que não temos na cidade uma força militar federal para se juntar às polícias com vistas à nossa segurança? Ficar nos quartéis pintando meio-fio e aparando grama não é o que se espera de nossas FFAA.
Alô, senhor ministro da Justiça, da Defesa e todos ligados à segurança pública: estamos no meio de uma guerrilha urbana e não temos proteção de ninguém. O governo estadual é incapaz de cumprir o seu dever. Consegue ganhar batalhas, mas está perdendo a guerra. Pedimos socorro.
Usar drones para jogar granadas é um ato de terrorismo que deveria ser combatido pelas Forças Armadas É um crime federal! Alô Polícia Federal!!!
Enquanto o Judiciário procura tratar os criminosos, garantindo todos os seus direitos e inúmeros recursos previstos em leis permissivas e desatualizadas, os criminosos criaram o “direito” de assassinar policiais e pessoas inocentes.
O Rio pede paz!!!

