Que vinho todo mundo quer beber?


Um recente estudo publicado pelo site e loja ‘on line’, Wine Access, apresentou uma comparação entre os consumidores de vinhos finos da chamada Geração X (nascidos entre 1960 e 1980), da geração anterior, os ‘Baby Boomers’ (nascidos entre 1940 e 1960), e da Geração do Milênio (nascidos entre 1980 e o final dos anos 90).
Enquanto os “X” gastam em média US$ 70.00, pelo menos 1 vez por mês, numa boa garrafa de vinho, uma média bem maior que a da geração anterior, são os “Mileniais” quem surpreendem o mercado com um potencial de compra considerado surpreendente.
Mas há uma característica toda especial: preferem passar por uma “experiência”, em vez de gastar um bom dinheiro na compra de uma garrafa, digamos, icônica.
E isto pode mudar todo o mercado do vinho…
Um dos parâmetros estabelecidos atualmente, reza que produtores e compradores gravitam em torno de um número de uvas, denominadas genericamente de Nobres, cujos vinhos são eternos campeões de venda, em qualquer parte do mundo.
Cabernet Sauvignon, Merlot e Sauvignon Blanc, de Bordeaux, Pinot Noir e Chardonnay da Borgonha e a Riesling, da Alemanha, compunha o sexteto original. Era de bom tom degustar vinhos produzidos com estas castas.
Com o tempo, alguns importantes autores incluíram outras variedades, como a Syrah, a Malbec ou a Pinot Grigio, triplicando este número e dividindo a nobreza entre 9 tintas e 9 brancas.
Muito democrático, mas irreal. Afinal, se existem cerca de 1.300 uvas que são vinificadas atualmente, por que olhar apenas para dezoito?
O mercado ficou chato e é exatamente isto, a variedade, novas ideias, a busca por um prazer único e diferente, a tal ‘experiência’ que a atual geração exige. Provar um vinho perde todos os seus tradicionais ritos e pode se tornar uma coisa inigualável nas pupilas gustativas da turma que gravita em torno dos 30 anos de idade, ou um pouco mais, mas não muito.
O mercado vai ficar descomplicado, sem dúvidas, mas dividido em dois grandes grupos, uma dicotomia. De um lado, os vinhos elaborados com as castas tradicionais, com um bom corpo, passagem por madeira, frutados e ricos. Do outro, vinhos que chamaremos de modernos, elaborados com castas atualmente consideradas com obscuras, alta acidez, com texturas e baixo teor alcoólico, preferencialmente seguindo as regras orgânicas ou biodinâmicas, mas não é obrigatório.
Nossa previsão é que o domínio Francês vai se diluir ao longo do tempo deixando conceitos como Terroir, Safra e as uvas icônicas apenas como a lembrança de uma “Era” que poderá ser referenciada como Jurássica.
Outro ponto que deverá mudar é o conceito de vinhos do Velho ou Novo Mundo. Vai existir apenas Vinho. As castas deixam de ser as protagonistas e os vinhos famosos passam a ser relíquias ou peças de museu.
Todo o conhecimento será voltado para a busca do inusitado, do diferente, daquele sabor ou textura que nunca existiu ou acabou de ser descoberta.
Um mundo mais que novo.
Enquanto isto…
Saúde e bons vinhos!
Vinho da Semana: experiências não são exatamente baratas, mas podemos oferecer algumas alternativas. Eis uma delas.
Camporengo Le Fraghe VEN.IGT Biologico 2012 – $$
Um vinho biológico com a uva Garganega.
Entre no espírito da coisa e simplesmente prove.
Harmonização (para ajudar): Frango assado, queijos Gouda, Ementhal e Gruyère, Hors d’oeuvres, Massas aos quatro queijos, Bruschetas, Crostines e Canapés, Lagosta, Massas à Carbonara, Matriciana e Putanesca, Massa recheada com ricota, Risotos com Frutos do Mar.
Compre aqui: www.vinhosite.com.br

 
 
 
 

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *