Sylvia ou De cães e gatos


Ouço no rádio – meu romance com esse meio de comunicação é antigo e eterno – e fico sabendo de uma peça de teatro chamada Sylvia.
Nossa!! Que joia!! Meu nome, e com “y” inspirou alguém a escrever uma peça de teatro!
Presto atenção na notícia e descubro que os atores são ótimos, famosos e, melhor ainda, que Sylvia é uma cachorra – ou cadela, como preferirem – que é achada em um parque e levada para casa pelo marido, criando, instantaneamente, uma situação de tensão no lar.
Não tem dúvida de que levar um animal para casa pode mesmo ser motivo de tensão: é um ser vivo, come, “descome”, tem de ser levado para passear – no caso de um cachorro, claro. Vi numa foto, em casa de uma amiga, um gato de coleira e guia, sendo levado para passear; mas, era nos Estados Unidos…
Aqui, tanto quanto eu saiba, e sei bastante a respeito de gatos e cachorros, tenho e tive vários – gatos não precisam ser levados para passear. A experiência me mostrou que, se quiserem, vão por conta própria, sem esperar que você os leve!
Caramba, estou falando de uma peça que tem uma cadela e não um gato! Aliás, fiquei muito lisonjeada em saber que uma cadela tivesse o meu nome, sentimento esse que, possivelmente, não seja compartilhado por todos…
Jamais vou esquecer que recebemos em casa para jantar, a esposa de um amigo alemão, cujo nome Sissi, era o mesmo do de nossa cadela. Na dúvida se ela encararia essa coincidência como um elogio ou como um desaforo, deixamos a pobre da Sissi do lado de fora de casa, para evitar a saia justa: “Que bonitinha! Como ela chama? ”
“É sua xará, Sissi!”
A cadela da peça era personificada por uma atriz que, na entrevista, disse ter passado meses observando os cachorros: como comem, como correm, como se coçam… foi preciso fazer musculação para tudo o que o papel exigia – e ela aparece trabalhando de joelheiras de couro!
Lembro de ter feito um alvoroço; contei da peça para todo mundo e ganhei de presente de aniversário um jantar e os ingressos para “Sylvia”.
Não vou dar spoiler, nem entrar no mérito da originalidade; mas, sinceramente, se fosse um desenho animado possivelmente convenceria; mas, ao vivo e em cores…

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