O problema do homem é a mulher


Se há uma data que não deveria ser comemorada é 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Não porque as mulheres não mereçam, mas porque é um dia para lembrar à sociedade as desvantagens profissionais e a violência sofrida diariamente especialmente no ambiente doméstico.
Como comemorar o assassinato de doze mulheres por dia no Brasil, como se estivéssemos falando de uma penca de bananas. Haja bananal para comparar aos mais de 4 mil vítimas assassinadas no ano passado. Esses números tenebrosos revelam a crueza do ódio de gênero em nosso país, cujas vítimas às vezes são um mero saco de pancadas da frustração masculina, por qualquer razão.
A maioria das mulheres no Brasil são mortas no ambiente familiar, por seus atuais e ex-maridos, namorados, chefes, vizinhos e demais parentes.
Na atualidade estão crescendo os índices de crimes por tortura, estupro, espancamentos com deformação facial e incapacitantes. Se a mulher não pode ser dele não será de mais ninguém, como se fosse um simples objeto.
Qualquer número que se dê, na maior parte dos países dos vários continentes é cruel quando as mulheres são vítimas desde a infância. Isso é trágico também no Brasil, onde a pedofilia também faz muitas vítimas, sem limite idade.
Nas civilizações antigas o status feminino não era igualitário também. Em termos gerais na Grécia a mulher não tinha privilégios e a tutela era do pai ou marido.
No Egito dos faraós, a palavra casamento não existia, era decidido entre o casal. Embora o dote era uma medida de direito e respeito por parte do homem. Surpreendentemente, na Roma antiga, nas família mais ricas havia a submissão da mulher em relação ao homem.
Havia até mesmo uma ilha para onde se levavam as mulheres, especialmente de políticos, que pudessem mudar a linha de sucessão no Império. Era a Pandataria, hoje Ventotene.
Lá elas eram esquecidas e morriam de inanição. Muitas foram elas, como Julia, Agripina, Messalina, Fulvia entre outras. A lei romana previa inclusive o divórcio e o primeiro foi celebrado em 230 A.C., pedido por um homem pelo fato de a mulher ser incapaz de lhe dar filhos. Todo mundo sabe que a mulher até bem pouco tempo era a culpada por parir meninas, ao invés de meninos. Os varões.
O que causa incômodo até hoje é saber que nos antigos impérios, há milênios, a mulher não é tratada como sujeito na história, mas como objeto e ter seu futuro definido pela benevolência ou não do homem.
Hoje, o atual ministro da Justiça brasileira, Sérgio Moro, está colocando à disposição das mulheres o botão do pânico, um recurso para a mulher denunciar seu agressor.
Para o criminoso, a tornozeleira eletrônica delata a proximidade do agressor de sua vítima. Em outras palavras, no mundo contemporâneo os recursos tecnológicos e aplicativos serão as principais ferramentas de defesa das maiores vítimas da humanidade, em todos os tempos.

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