Jeca Tatu!


Acabo de ser alcançada por uma recordação pra lá de deliciosa, que lembra muito minha infância e, certamente, vai lembrar a de quantos lerem esta crônica…
Como eram ingênuas as nossas propagandas – que chamávamos de “reclame”. Fico me perguntando por que “reclame” se essa palavra tem uma conotação de algo que, no mínimo, não é bom: afinal, se gerou “reclamação”…
O famoso Biotônico Fontoura, que era recomendado para a anemia causada (também) por excesso de vermes e, não que fosse uma delícia, mas era eficiente. Aí um dia, Monteiro Lobato ligou esse livrinho ao Biotônico e o Brasil inteiro ficou conhecendo mais uma de suas criações: o Jeca Tatu!
“Jeca Tatu – uma espécie de Macunaíma ao contrário, um caboclo exaurido pela doença –, tornou-se imensamente popular. Jeca Tatu era um símbolo do Brasil – de um Brasil pobre, do Brasil doente. E esse Brasil pobre, esse Brasil doente via no Biotônico Fontoura a cura para seus males.” Não satisfeito, ainda deixava você “forte como um leão” – vale dar uma olhadinha no tremendo leão que garantiam que você viraria, por conta de abrir seu apetite!
“Biotônico Fontoura dá fome de leão”, dizia mais uma de tantas campanhas publicitárias do fortificante produzido à base de sulfato ferroso, ácido fosfórico e extratos vegetais” – tomo algo assim hoje, para a digestão…
O Biotônico Fontoura foi usado por décadas com a finalidade de melhorar ou aumentar o apetite das crianças.”
Em busca de um texto inédito, esbarrei nesse que, se não é de minha lavra inteiramente, vai deixar muitos dos leitores que tomaram Biotônico, com muitas saudades principalmente do Jeca Tatu. E, claro, do tempo em que as mães insistiam para que seus rebentos comessem mais – hoje, bem ao contrário, temos que nos afastar da comida que certamente não nos deixa fortes, mas sim… gorduchos!

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