Falta crônica de caráter


Temos sido bombardeados com as notícias mais funestas, relacionadas à nossa política e, consequentemente, ao nosso país. Ninguém em sã consciência ousa imaginar que as coisas possam se resolver de modo positivo para nós, que vivemos nele e que não somos políticos e nem ladrões. Entretanto, de vez em quando, lemos em discussões na Internet que a Rede Globo e sua programação seria responsável por tudo de ruim que tem acontecido.
Primeiro, ela estaria mancomunada com os “Free Boys” e contra o ex-presidente Lula e depois, na volta do sertanejo, estaria contra Temer, salvando a pele do Lula…
Fato é que os profissionais da emissora, pessoas de excelente reputação e admirados por muita gente (atenção, escrevo MUITA GENTE e não todos, ou a maioria) estão sob permanente suspeita.
Delegar a responsabilidade de tudo que é dito em política à Rede Globo me parece fantasioso demais… Hoje, a verdade depende dos filtros que temos, eu, você e quem mais ler, razão pela qual as notícias deverão ser depuradas pelo nosso bom senso. Mesmo assim “nossa verdade” não estará completa; afinal, sabe-se que estamos lidando, primordialmente, com gente que fará qualquer coisa para escapar – vou ser gentil – às suas “responsabilidades”… É gente que, como brinca um amigo meu, vende a mãe… e entrega – destripada, pronta para o churrasco, acrescento eu…
Nenhum desses filhos de chocadeira se revelou “como num passe de mágica”… Eles são o que sempre foram, a fina flor da escória humana. Alguns se travestem de “cavaleiros salvadores da pátria”, como é o caso do Temer. E aí ficamos esperançosos, acreditando que “chegou quem vai poder dar um jeito na situação”. Eu mesma me penitencio por ter acreditado nisso; mas, quem milita no PMDB é quenga, dá para quem pagar mais – nunca foi diferente.
E eu pensei: ele já tem 75 anos, um filho pequeno, vai querer inscrever seu nome na história, a mesma chance que teve Collor. E Temer fez exatamente a mesma coisa: “f….. o povo e a história: eu vou é salvar o meu”. Só que – a época era outra, 20 anos atrás se roubava menos – o Collor “roubou” uma perua Elba. É claro que hoje ele “aprendeu” e tem Lanborghinis, Ferraris e Corvettes na garagem para escolher como ternos no guarda-roupa…
O lema dos políticos sempre foi o mesmo. Mas hoje ninguém mais tem pejo ou freio: tudo o que importa é não ser preso. E o roubo acontece à luz do dia, escancaradamente, cifras: nunca menores do que milhões! De modo que não tem Rede Globo, TV Cultura, nem TV Evangélica que vá influenciar a ponto de moldar o caráter de quem não tem; e é isso o que falta…

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