28 de maio de 2022
Sylvia Belinky

Desconstrução sempre!


Por um acaso, ouvi no rádio – sou uma entusiasta do rádio – uma pessoa comentando como a comida chega à nossa mesa nos dias de hoje.
As histórias a respeito do ovo, do leite, da carne, seja de boi, frango, porco ou até mesmo de peixe, são absurdamente aterrorizantes!
As maldades feitas com os animais, desprezando-se a ideia de que são seres vivos e que sofrem dor aos maus tratos, deixando de respeitá-los minimamente, nos deixam completamente perplexos!
Pensei que eu poderia aderir aos vegetarianos. Mas, isso não seria jamais por convicção porque, em sua grande maioria, os caras são uns chatos de galocha, pregando sua opção de modo absoluto, como de resto, outros xiitas que também agem dessa forma: quem não fizer parte da patota não merece estar vivo!..
A moça em questão não era vegetariana, mas como faz a crítica de restaurantes – especificamente da comida que lá é servida  – ela se sentia na obrigação de levantar a origem das coisas que ela recomendava.
Salvo uma ou outra notícia que envolva assuntos mais leves, como por exemplo, a entrega do Oscar, que vai acontecer ainda em fevereiro, em que temos a oportunidade eleger os nossos favoritos, já que, de modo geral, os filmes são muito bons  e dá para assistir com prazer – não dá mais para curtir o que quer que seja!
O noticiário vive da desconstrução de instituições, coisas e pessoas: boas notícias não dão IBOPE, como se costuma dizer… Diariamente, aguardamos um escândalo de algum político ou de um indicado seu para algum cargo “estratégico”. Um tiroteio na favela, que mata um ou vários inocentes, um morticínio em alguma cadeia ou um policial executado no Rio de Janeiro.
Aliás, no mês que passou, o Rio de Janeiro conseguiu mais um recorde: dia sim, dia não, um policial foi assassinado!
E quando as famílias deles reclamam que não contam com a solidariedade de ninguém, vem seu governador, o Pezão, consolá-los, dizendo que a cidade do Rio de Janeiro não é a mais violenta do Brasil…
Gente! Chegamos ao ponto de que tudo isso se equivale: cortar os bicos das galinhas poedeiras para que não biquem sua vizinha – que divide com ela um espaço do tamanho de uma folha de papel sulfite – fechar vias de acesso indispensáveis ao ir e vir dos habitantes da cidade, veicular notícias falsas, ser racista, entregar um celular a uma criança de 2 anos, para que ela fique quieta e deixe você em paz com o seu próprio, tudo isso se equivale.
Não há mais gradação para coisa alguma…

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

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