1 de maio de 2026
Professor Taciano

O rombo do governo Lula 3: déficit primário fecha fevereiro cm mais de R$30bi e no acumulado do ano já atinge R$ 86,9 bi

Olá caríssimos,

Mais uma vez, os números das contas públicas acendem o sinal de alerta, e não é pouca coisa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue enfrentando dificuldades para equilibrar receitas e despesas, e os dados mais recentes divulgados pelo Tesouro Nacional escancaram uma realidade que o discurso oficial tenta suavizar: o rombo fiscal continua sendo uma pedra no sapato da atual gestão.

Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (30), o déficit primário de fevereiro fechou em R$ 30,046 bilhões. Em termos simples, o governo gastou muito mais do que arrecadou, ignorando, claro, os juros da dívida pública. E aqui está o ponto central: mesmo com aumento na arrecadação, o descontrole das despesas segue ditando o ritmo das contas públicas.

É verdade que houve uma leve melhora em relação a fevereiro de 2025, quando o rombo foi ainda maior (R$ 31,598 bilhões). Mas convenhamos: comemorar um déficit “menor” ainda é celebrar o prejuízo, apenas um pouco menos expressivo.

Receita cresce, mas não acompanha o gasto. Os dados mostram que a arrecadação até avançou. A receita líquida atingiu R$
157,8 bilhões, com crescimento real de 5,6% acima da inflação. Houve aumento na cobrança de tributos como IOF e Cofins, além de maior entrada de recursos da Previdência, reflexo do crescimento do emprego formal.

Mas o problema não está na arrecadação, está no ritmo dos gastos.

Mesmo arrecadando mais, o governo continua incapaz de fechar a conta. A equação é simples: quando a despesa cresce sem controle, não há receita que dê conta. Despesas em alta: a conta não fecha.

As despesas totais chegaram a R$ 187,7 bi, com alta real de 3,1%. E aqui está o verdadeiro motor do déficit.

Os principais aumentos vieram de áreas sensíveis e politicamente estratégicas:

Educação: + R$ 3,4 bi (com destaque para o programa Pé-de-meia);
Saúde: + R$ 1,4 bi;
Pessoal: + R$ 2,2 bi (reajustes salariais);
Previdência: + R$ 1,7 bi.

São gastos relevantes, sem dúvida. Mas o problema não é apenas “onde se gasta” — e sim “quanto se gasta” sem uma contrapartida sólida de receitas sustentáveis.

O “alívio” de janeiro: realidade ou ilusão contábil?

O governo tenta se escorar no superávit de janeiro, que elevou o resultado acumulado do ano para R$ 86,9 bi. Mas esse número, tradicionalmente inflado no primeiro mês do ano, não deve ser interpretado como sinal de equilíbrio fiscal.

Janeiro, historicamente, concentra arrecadações mais robustas, o que cria uma espécie de “colchão artificial” que rapidamente se desfaz ao longo dos meses seguintes.

Fevereiro já deu o recado.

Entre o discurso e a realidade

O governo Lula 3 insiste em defender responsabilidade fiscal, mas os números mostram outra dinâmica: aumento consistente das despesas e dificuldade estrutural de manter as contas no azul.

A pergunta que fica é inevitável: até quando será possível sustentar esse modelo?

Se não houver contenção de gastos ou reformas estruturais mais profundas, o risco é claro, e conhecido: aumento da dívida pública, pressão sobre juros e, no fim das contas, mais peso no bolso do contribuinte.

Porque, no fim da linha, não existe milagre fiscal. Existe conta. E alguém sempre paga por ela.

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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