
Muitas vezes fico incrédulo ao ver, ouvir e ler cidadãos, cujo currículos são invejáveis com mestrado, doutorado e até pós-doutorado, se deixarem levar pela lábia e filosofia doutrinária implantada no país pelos partidos tidos como de esquerda como PT, Psol, PC do B, PCD e daí por diante, que prometem ilusões e que se locupletam em prol das suas legendas.
Antes que algum militonto esquerdista venha com mimimi ou vitimização, quero deixar claro que, como verdadeiro defensor da democracia, respeito o livre arbítrio e a liberdade de expressão de cada um, mas confesso que me inquieta esse fanatismo político doutrinário pela bandeira vermelha que atropela a verdadeira cidadania brasileira e cores da pátria Brasil.
Entenda!
Existe uma figura quase folclórica no cenário político brasileiro: o apoiador de esquerda pseudo intelectualizado. Ele é aquele que acredita ser um farol da razão iluminando a escuridão da ignorância alheia — mas cuja lâmpada, na verdade, é de 15 watts e funciona só quando convém.
De boina imaginária e biblioteca decorativa, esse espécime é especialista em discursos rebuscados que não passam de slogans reciclados dos anos 60. Gosta de citar Marx, Foucault e Gramsci, mas se perguntado sobre o conteúdo, apela para o “contexto” e muda rapidamente de assunto, preferencialmente para o clima ou para a importância da quinoa orgânica (pseudo cereal) na revolução social.
Sua habilidade principal é transformar contradições gritantes em teorias profundas. Quando um político de estimação é pego com a mão no cofre, ele não rouba — pratica “redistribuição seletiva de renda”. Se o governo erra, não é incompetência, é “transição paradigmática”. Se a economia afunda, a culpa é do “neoliberalismo estrutural invisível”, um vilão tão onipresente quanto improvável.
No fundo, esses militantes gourmet não passam de fãs de um projeto de poder, mas gostam de fingir que são guardiões da moral e da inteligência coletiva. Acreditam que estão mudando o mundo enquanto, na prática, apenas compartilham memes politizados e posam como sábios de boteco universitário.
E assim seguimos, com essa elite intelectual de fachada que, com todo seu “capital cultural”, consegue explicar qualquer desastre — desde que tenha sido provocado pela turma deles. Afinal, para a esquerda pseudo intelectualizada, a coerência é um detalhe irrelevante; o importante é manter a narrativa, custe o que custar… inclusive a própria credibilidade.
“No Brasil, a esquerda pseudo intelectualizada não pensa para mudar — muda o pensamento para continuar a mesma.”

