28 de maio de 2022
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Mais do que honestidade intelectual, há que se ter responsabilidade profissional


Para que fique claro, eu sou frontalmente contra corte de verba em qualquer grau da educação. Mas eu cuido da minha casa, do meu orçamento e de uma micríssima empresa. Sei minimamente o que significa a palavra orçamento.
Isto posto, eu lamento que o primeiro sinal da idade avançada da Eliane Cantanhede seja uma perda importante da memória.
Com ar de quem vai anunciar um ataque do Jung Jung aos EUA, ela passa minutos condenando o corte de verba para as universidades, promovido pelo ministro. Aliás, se esse ministro tivesse um mínimo de humildade, ouviria melhor algum assessor de comunicação. Ele é, sim, um desastre.
Lamentavelmente, Eliane esqueceu que os governos Lula, Dilma e Temer também cortaram verba da pasta da Educação. Substancialmente, aliás.
Nessa área ela também esqueceu que a política para universidades imposta pelo Lula produziu 500 mil jovens inadimplentes, e um rombo de R$ 13 bilhões no FIES.
Esqueceu que na época de Lula/Dilma/Temer uma leva de cientistas migrou para o exterior por absoluta falta de investimento na área.
MEIO AMBIENTE
A memória da Cantanhede também a impediu de comentar que o “desmonte” da área tem se dado sobretudo em função da corrupção. Curiosamente, sua crítica omitiu que há poucos dias o vice presidente do IBAMA no Amazonas foi preso pela PF, com ajuda do MP, que descobriram coisinhas erradas acontecendo no órgão daquele Estado.
Sobre a corrupção no ICMBIO, nenhuma palavra, nenhuma expressão de horror. Parece que a corrupção é até passível, desde que com uma certa classe.
Mas o Ricardo Salles é bom de comunicação, e tem explicado exemplarmente suas ações. Basta um Google.
Gente, o governo Bolsonaro está um desastre em muitas áreas. Exceto nas técnicas, e eu lamento que as pessoas não se deem ao trabalho de acompanhar. Poderiam pelo menos não falar tanta bobagem, como se as merdas tivessem sido inventadas há cinco meses.
‘Bora fazer um esforço de reportagem e lembrar de Luciano Coutinho, Guido Mantega, Mercadante, e outras celebridades que fogem à memória da moça.
Só pra lembrar: o país está quebrado. Quebrado porque as políticas de Lula e Dilma quebraram.
Como disse o ministro Barroso há alguns dias, “estamos passando pelo que temos que passar”.

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