1 de julho de 2022
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Com certeza

Fiquei triste quando soube que a Leda Nagle havia sido demitida da TV Brasil. O programa dela é ótimo. Já vivi a agradável experiência de entrar numa tasca, aqui em Portugal, e dar de cara com o sorriso da Leda e a alegria de seus entrevistados. Senti o maior orgulho, nem só os brasileiros se interessam pelos animados e inteligentes bate-papos do “Sem Censura”. Na ocasião, enviei-lhe um e-mail, contando a novidade. Incrível,a Leda me respondeu não saber que o seu programa era reproduzido na terrinha, veiculando os valores, a beleza e a cultura do nosso maltratado patropi.

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Gosto da Leda, colega de muitos anos, amiga querida. Grande, excelente profissional. Gente finíssima. Já havia manifestado o meu apoio à ela, numa mensagem que coloquei no Facebook. Torcia para que a TV Brasil reconsiderasse a decisão idiota – só na Brasil se dispensa tanto talento – ou que outra empresa a contratasse.
As últimas notícias deste affair, porém, deixaram-me muito irritada. Foi veiculado o valor pago à ela, que, com o dinheiro, assume a produção do programa e o pagamento de sua equipe. O mundo veio abaixo. Um monte de gente invejosa, rancorosa, mal amada e mal resolvida resolveu espernear porque a Leda ganhava, mensalmente, cerca de 90 mil Reais.
Só? Acho pouco. Competência custa caro. As programações vespertinas estão repletas de programas de quinta categoria. Quem não quiser assistir a verve e a inteligência do “Sem Censura”, que mude de canal e acompanhe as tragicomédias da vida: a sogra que se enamorou do genro, a avó que se apaixonou pelo amigo do neto, a mulher que trai o marido com a vizinha do andar de cima. Assuntos deprimentes, distraem quem não gosta de pensar.
Claro que a Leda custa caro. Bons profissionais custam caro. Entrevistadoras iguais à ela custam caríssimo. Noventa mil Reais é pouco. Defendo a minha classe, o normal seria os jornalistas ganharem muitíssimo bem. A profissão é complicada, exige atualização constante, atenção permanente, muita informação.
Gente, o que se passa com as pessoas que não conseguem engolir um profissional bem sucedido? Por que tanta inveja, tanto rancor? Que pessoalzinho medíocre…
Viva a Leda Nagle e o “Sem Censura”. Defendo que ela não volte para a TV Brasil a não ser que os diretores dobrem o seu ordenado. Em vez de 90 mil, paguem 180 mil Reais. Até em Portugal ela é conhecida, tem mais é que ser muito bem remunerada.
Poupem-me da baixaria de reclamar do ordenado da Leda. Ganha isto quem pode, não quem quer.
Ponho a mão no fogo: ela merece. Com certeza.

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