15 de junho de 2024
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A menina dormiu

Foto: Google Imagens – Espitirtbook

A menina fechou os olhos, se aconchegou mais sob o edredom, enfiou um braço embaixo do travesseiro – como faria por toda a vida – e dormiu.

No dia seguinte, toda a rotina: calçar os tênis, vestir-se para a escola, caminhar pela rua da Matriz, fazer o “pelo-sinal” ao passar em frente, passar a manhã nos bancos de madeira assistindo às aulas – português, matemática, EMC.

Comer o Mirabel da lancheira com voracidade, acompanhado do suco já meio quente. Ajeitar as dobras da saia plissada e as meias 3/4. Esperar com suave expectativa o sinal do fim do expediente.

Chegar em casa, ver a Paula Saldanha e depois o Globo Cor Especial, almoçando o feijão, arroz e omelete, com guaraná caçulinha.

Passar o fim da tarde ajudando a mãe. Esperando o pai.

A ansiedade ao ouvir os passos ao lado de fora do portão. A porta que se abre e ela corre para os braços dele, a barba lhe fazendo cócegas no rosto.

Ele a pega nos braços, ergue e gira. Ela gargalha de prazer, a mãe sorri próxima, e se junta ao abraço.

O banho. A troca de roupa. Cid e Sérgio no Jornal Nacional. O sono.

Foto: marcelopelucio

A menina fecha os olhos, se aconchega mais sob o edredom, enfia um braço embaixo do travesseiro – como faria por toda a vida – e dorme.

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