A Alsácia, no leste da França, é um daqueles lugares imbatíveis, que congrega cidadezinhas lindas e antigas, com sua arquitetura enxaimel, extensos vinhedos no seu entorno, e castelos medievais em suas colinas mais altas. Tem também a grande cidade de Estrasburgo, mas esta vou deixar para o próximo post.
Cidadezinhas lindas rodeadas por vinhedos a perder de vista. (Fonte: Mônica Sayão)
Outra vantagem é sua posição geográfica: faz fronteira com Alemanha e Suíça. Então qualquer viagem a Alsácia pode ser conjugada facilmente com esses dois países.
Como adoro um mapa, abaixo está a nova divisão do país, que vigora desde 1º de janeiro de 2016. A França passou a ter 18 regiões, sendo 12 no continente europeu, 1 insular (Córsega) e 5 (Guadalupe, Martinica, Guiana, Mayotte e Reunião) na França ultramarina.
Antes de 2016 eram 27 regiões, sendo a Alsácia uma delas. Hoje a Alsácia pertence à região de Grand Est, juntamente com Lorena e Champagne-Ardenne.
Nova divisão política da França. Alsácia pertence ao Grand Est, no nordeste do país. (Fonte: pt.wikipedia.org)
A França e suas 27 regiões antes de 2016. Destaque em verde para a Alsácia.
(Fonte: pinterest.com)
A história da Alsácia é bem interessante. Pertenceu ao Sacro Império Romano-Germânico até ser tomada pelo rei francês Luís XIV, em 1648. Foi devolvida à Alemanha recém-unificada em 1871, para depois ser retomada pela França após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, pelo Tratado de Versailles. Como se isso tudo não fosse suficiente, foi anexada pelo Terceiro Reich de Hitler em 1940, e novamente retomada definitivamente (será?) pela França em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial.
Com todas essas idas e vindas, a Alsácia parece ser bem mais alemã do que francesa. Fala-se o idioma alemão, apesar da língua oficial ser o francês. Muitas cidades têm nomes alemães. Come-se chucrute com frequência e bebe-se cervejas e vinhos brancos ótimos. E essa mistura de culturas e influências, faz da Alsácia uma região muito peculiar e atraente.
Principais cidades:
1) Colmar
Colmar pode ser considerada a estrela da Alsácia. Com seus 70 mil habitantes, nem é tão pequena assim, mas sua escala arquitetônica é semelhante a dos menores vilarejos da região, o que a torna tão aconchegante e bucólica quanto as demais. Além disso, canais cortam a cidade, ladeados por encantadoras casas coloridas. Por isso sua principal atração é a “Pequena Veneza”, onde turistas disputam espaço para tirar a foto que todos querem ter.
A Pequena Veneza talvez seja o principal cartão postal de Colmar. E não é para menos… (Fonte: Mônica Sayão)
Passear a pé por suas ruas e/ou de barco por seus canais é prazer garantido. São lindas imagens a cada dobrada de esquina. E há os detalhes preciosos, como os inúmeros letreiros indicando o tipo de comércio a que estava atrelado.
Há muitos cafés e restaurantes no centro histórico. Ótimos para um descanso necessário. (Fonte: Mônica Sayão)
Os letreiros do comércio de antigamente vinham sempre com um logotipo (pois é, já existia logo…), ou melhor, com desenho divertido indicando o tipo de negócio da respectiva loja. É uam delícia observá-los. (Fonte: Mônica Sayão)
Conhecem a menor casa de Colmar? (Fonte: Mônica Sayão)
A praça central da cidade antiga. (Fonte: Mônica Sayão)
Tudo muito lindo! (Fonte: Mônica Sayão)
Há várias outras atrações em Colmar. Uma delas é o Museu Unterlinden, localizado em um antigo convento de freiras dominicanas, do século XIII. Lá estão expostas pinturas, esculturas e artefatos abrangendo o período do século XIII até o século XVI. O museu abriga uma famosíssima peça, o Altar de Isenheim, feito por Grünewald. Há também uma extensão com arte contemporânea. Imperdível.
Uma outra área chama a atenção dos turistas. É o entorno do antigo Mercado da cidade. Não só é interessante visitá-lo como passear pelo Quai de La Poissonnerie logo ao lado. O conjunto de casas super coloridas margeando o canal em frente é de fazer suspirar. É visita obrigatória!
Quai de la Poissonnerie, um dos lugares imperdíveis de Colmar. (Fonte: Mônica Sayão)
Quai de la Poissonnerie, de outro ângulo. (Fonte: Mônica Sayão)
Uma casa se destaca na cidade, e ela não é em estilo enxaimel: é a Maison des Têtes, que abriga atualmente um hotel e restaurante muito conceituados. Essa casa foi construída em 1609 e possui várias cabeças (têtes) em sua fachada. Vale conferir, se possível até se hospedar lá.
Maison des Têtes, hotel muito bom, com fachada ornada por cabeças. Bem originalo. (Fonte: Mônica Sayão)
Detalhe da fachada da Maison des Têtes. (Fonte: Mônica Sayão)
2) Ribeauvillé
O pequeno vilarejo de Ribeauvillé localiza-se 20km ao norte de Colmar, e tem aproximadamente 5 mil habitantes. Está no sopé do Massif des Vosges, cadeia de montanhas de altitude média, que segue o sentido norte-sul da Alsácia.
Logo ao entrar em Ribeauvillé, a certeza de que estamos na Rota dos Vinhos da Alsácia. (Fonte: Mônica Sayão)
Preciso falar sobre a Rota dos Vinhos da Alsácia. É uma das rotas mais antigas da França, no sentido norte-sul, e com 170km de extensão. Ao norte começa na cidade de Marlhenheim, acima de Estrasburgo, e vai seguindo rumo ao sul, até a cidade de Than, 60km ao sul de Ribeauvillé. O trajeto é inesquecível porque atravessa quase 70 cidadezinhas produtoras de vinhos, no meio de uma paisagem maravilhosa. Sem contar que várias dessas pequenas cidades pertencem à lista das Mais Belas Aldeias da França.
A Rota dos Vinhos da Alsácia. (Fonte: pinterest.com)
Ribeauvillé é muito linda também e um dos destaques da região.
Da rua principal de Ribeauvillé avista-se ruínas de um castelo medieval. De fora da cidade podemos ver que existem três ruínas de castelos distintos. (Fonte: Mônica Sayão)
O melhor que o zoom da minha câmera pode captar. (Fonte: Mônica Sayão)
Cada fachada mais simpática do que a outra. (Fonte: Mônica Sayão)
Hotel charmoso na parte mais alta da cidade. (Fonte: Mônica Sayão)
3) Riquewihr
Com uma população de aproximadamente 1.200 habitantes, Riquewirh é paixão total. Ela é cercada por muralhas antigas, rodeada por vinhedos, tem casas coloridíssimas, muitas lojinhas lindas e diversos lugares para degustação de vinhos. Quem quer mais?
Ainda não comentei que a Alsácia é cheia de excelentes restaurantes. Basta procurar no Guia Michelin e o leitor irá encontrar muitos restaurantes estrelados, muitas vezes numa dessas cidades pequenas.Vale conferir!
Riquewhir encanta desde o primeiro momento. (Fonte: Mônica Sayão)
O colorido das fachadas sempre surpreende. (Fonte: Mônica Sayão)
Um sem números de lojas super charmosas. (Fonte: Mônica Sayão)
Riquewihr é bonita em qualquer ângulo… (Fonte: Mônica Sayão)
E há muitas cegonhas na Alsácia, sempre! (Fonte: Mônica Sayão)
4) Eguisheim
Eguisheim é bem menos visitado pelos turistas. Localizada 8km ao sul de Colmar e com 1.700 habitantes, pertence àquela lista das mais bonitas aldeias da França. Tem várias fontes e fora do inverno fica muito florida. Vale muito conhecê-la, nem que seja para dar uma espiadinha rápida.
Uma joia de cidade pouco visitada. (Fonte: Mônica Sayão)
Esta imagem é a mais conhecida de Eguisheim. (Fonte: Mônica Sayão)
5) Mulhouse
Não poderia deixar de mencionar Mulhouse, também ao sul de Colmar. É lá que encontra-se a Cité de l’Automobile, que é o maior museu de automóveis da Europa. A coleção de carros foi iniciada por dois irmãos, após a Segunda Guerra Mundial. Hoje conta com um acervo de 650 carros. Mas isso é assunto para o Henrique Kauffman falar, nosso super especialista no assunto.

Cidadezinhas lindas rodeadas por vinhedos a perder de vista. (Fonte: Mônica Sayão)
Nova divisão política da França. Alsácia pertence ao Grand Est, no nordeste do país. (Fonte: pt.wikipedia.org)
A França e suas 27 regiões antes de 2016. Destaque em verde para a Alsácia.
A Pequena Veneza talvez seja o principal cartão postal de Colmar. E não é para menos… (Fonte: Mônica Sayão)
Há muitos cafés e restaurantes no centro histórico. Ótimos para um descanso necessário. (Fonte: Mônica Sayão)
Os letreiros do comércio de antigamente vinham sempre com um logotipo (pois é, já existia logo…), ou melhor, com desenho divertido indicando o tipo de negócio da respectiva loja. É uam delícia observá-los. (Fonte: Mônica Sayão)
Conhecem a menor casa de Colmar? (Fonte: Mônica Sayão)
A praça central da cidade antiga. (Fonte: Mônica Sayão)
Tudo muito lindo! (Fonte: Mônica Sayão)
Quai de la Poissonnerie, um dos lugares imperdíveis de Colmar. (Fonte: Mônica Sayão)
Quai de la Poissonnerie, de outro ângulo. (Fonte: Mônica Sayão)
Maison des Têtes, hotel muito bom, com fachada ornada por cabeças. Bem originalo. (Fonte: Mônica Sayão)
Detalhe da fachada da Maison des Têtes. (Fonte: Mônica Sayão)
Logo ao entrar em Ribeauvillé, a certeza de que estamos na Rota dos Vinhos da Alsácia. (Fonte: Mônica Sayão)
A Rota dos Vinhos da Alsácia. (Fonte: pinterest.com)
Da rua principal de Ribeauvillé avista-se ruínas de um castelo medieval. De fora da cidade podemos ver que existem três ruínas de castelos distintos. (Fonte: Mônica Sayão)
O melhor que o zoom da minha câmera pode captar. (Fonte: Mônica Sayão)
Cada fachada mais simpática do que a outra. (Fonte: Mônica Sayão)
Hotel charmoso na parte mais alta da cidade. (Fonte: Mônica Sayão)
Riquewhir encanta desde o primeiro momento. (Fonte: Mônica Sayão)
O colorido das fachadas sempre surpreende. (Fonte: Mônica Sayão)
Um sem números de lojas super charmosas. (Fonte: Mônica Sayão)
Riquewihr é bonita em qualquer ângulo… (Fonte: Mônica Sayão)
E há muitas cegonhas na Alsácia, sempre! (Fonte: Mônica Sayão)
Uma joia de cidade pouco visitada. (Fonte: Mônica Sayão)
5 Comentários