Meu amigo Boechat


Boechat foi um grande amigo, meu e do Tomaz. Sinto muito sua morte trágica e envio minhas condolências à família.
Quando o Tomaz lançou o CD “Canções Para Ninar“ (pode ouvir de graça no Spotify e em todas as mídias digitais), o Boechat, numa nota no Globo, comentou que não daria para o Tomaz fazer um show de lançamento porque toda a plateia, quando acabasse o show, estaria dormindo.
Como Boechat tinha muitos filhos pequenos, demos um CD para ele. Ele ligou para agradecer e eu perguntei se os filhos estavam dormindo melhor com o CD. Ele respondeu: — Não conta para ninguém, mas quem está ouvindo este CD todas as noites para dormir sou eu rsrsrs. Ando muito tenso e o Tomaz cantando me relaxa e me faz dormir muito bem.
Dorme agora em paz, querido amigo.
Boechat foi foca do Ibrahim Sued, nosso amigo, assim como o Elio Gaspari .
Quando estava dura, rsrsrs, ligava para o Ibrahim, que dizia que por eu ser honesta sempre me arranjava um “bico”.
Um desses bicos foi a revisão e a preparação dos originais do livro “O Meu Segredo do Su… Sucesso”. Também traduzi para o francês um artigo que o Ibrahim escreveu para a Vogue francesa, entre outros trabalhos como freelancer.
Na época , Boechat, canceriano, como o Ibrahim e eu, trabalhava no escritório do Ibrahim, em Copacabana, na Siqueira Campos.
Eu tinha a chave do escritório e da casa do Ibrahim, de tanto que ele confiava em mim. A do escritório era porque eu gostava de trabalhar sossegada, depois que todos já tinham saído, e a da casa porque usava o quarto de hóspedes sempre que eu saía à noite e o apartamento dele, na esquina do Arpoador, era mais perto.
Boechat e eu rimos muito juntos, ao longo da vida. 😢
Amigos nunca deveriam morrer. Mesmo que não falemos sempre com eles, sabemos que estão vivos, ao nosso alcance, e isso é um consolo. A morte, para mim, é o grande silêncio.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *