3 de julho de 2022
Colunistas Ligia Cruz

Tchau Agripino

Pago um café para quem me confirmar se o Agripino vai por um chapéu coco e subir no palanque para alavancar Simone Tebet.

Justamente aquela senhora que se notabilizou por participar do teatro da inquisição no senado, junto com aquelas reservas morais do parlamento, Omar Azis, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros. Pústulas malignas encravadas na pele da pátria.

Ela se aliou aos piores para macular reputações, caçar médicos, empresários e gente que não se envergou aos ditames das big farmas. Papel feio e sujo.

E quem é ela? Ninguém. Menos que um traço na mídia e nas pesquisas. Mas desbancou o Agripino.

Foto: Google Imagens – Blog Carlos Santos

O gabola tiranete expulsou seu criador do partido, disposto a ser o número um do tucanato. Mas seu bico é grande demais para o ninho. Onde tem FHC, Serra e outros não sobra espaço.

E não dá para subestimar o ódio dos traídos. Nem o povo, o seu criador e aliados. E foi esse ranço azedo que subiu à boca.

Alckmin, o criador, deve ter feito muita mandinga e se aliado com o demo para se vingar – e o fez de fato. Pelo jeito conseguiu. Mas é outro que fracassou na vida pública e hoje se esgoela no palanque gritando o nome de seu antigo rival. Se contentou em ser o número dois e jogou sua biografia na lama. Tudo pelo poder e o que ele trás. Patético.

Para a maioria, a passagem de Agripino pela vida pública paulista e paulistana foi um desastre. Como prefeito, além do papel jocoso de gari, fiscal de escolas públicas não ficou nada. Reformou os banheiros do Parque Ibirapuera – cujas pias foram vandalizadas na mesma semana – e retirou a isenção do IPTU de moradias ínfimas e antigas e o IPVA de pessoas com problemas de mobilidade. Largou o mandato para subir ao governo do estado.

Como governador, liberou o Carnaval e na sequência quebrou a economia com as milhares de portas fechadas por tempo indeterminado e uma população de desempregados. Largou o mandato para se pré-candidatar à presidência. Foi limado pelos colegas.

Cada dia deste ano que passa e já vai pelo meio, novos fatos virão à tona. Que não sobre pedra sobre pedra porque nós, brasileiros, estamos dilacerados e fartos.

Para o João Agripino Dória restará o anonimato em Miami ou no seu paradisíaco bunker na fina flor do Jardim Europa paulistano. Que aumente a lista!

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.