Kim & Trump


O cara é perfeito para carregar lata d’água na cabeça não é não? Aqui no nosso sertão seria muito útil um cabeção como o do Kim Jong-Un. Mas o topete do Trump é muito escorregadio para isso. Ele pode puxar no braço mesmo. Poderiam fazer muito mais do que ameaçar guerrinhas e disputar egos.
O encontro parece mais um show protagonizado por ambos os líderes. É de duvidar que tratarão com seriedade da redução de arsenal nuclear, unificação das duas Coreias e paz. Um é especialista em demitir todo mundo e twittar tudo o que faz. Mas foi o povo americano que decidiu assim.
O outro eliminou o tio e opositores concorrentes à sangue frio. Mantém milhares de pessoas em campo de concentração e pelo que demonstra não está disposto a abandonar o poder para unificar o sonho coreano. Ele é general, marechal e mais um monte de coisas.
É óbvio que as cenas de carinho mútuo entre Kim e Trump são melhores que mísseis atravessando os céus por cima do Japão e um combate feroz na península coreana. Ninguém deseja demonstração de poder de nenhum dos dois.
A base de tudo isso é mercado. A Coreia do Norte depende da China e a indústria pode ser azeitada na região. E os EUA não querem perder sua relação com o governo de Pequim.
O Japão agradece porque mantém zonas de beligerância com a China e um desconforto abissal dos tempos da guerra com a Coreia – apesar da mãe japonesa de Kim.
Para que todos fiquem felizes é melhor manterem os sorrisinhos, assim. Trump poderá reivindicar o Nobel da Paz e Kim delirar por manter uma grande potência implorando aos seus pés.
Só um lembrete: Jog-Un não é nenhum imbecil. Estudou na Suíça e sabe muito bem como funciona a cultura ocidental. Só não a quer para seu povo.

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