24 de outubro de 2026
Ligia Cruz

Cuidado com os antivírus


O universo da tecnologia é uma incógnita para os simples usuários de computadores e até para muitos técnicos. Não basta conhecer o linguajar dos especialistas e nem os conhecimentos básicos dos cursos de informática que graduam técnicos a conhecer os sistemas internos dos computadores. Mesmo assim, nem sempre esses conhecimentos são eficazes para lidar com certas armadilhas.

A infinidade de aplicativos que existem no mercado não livra simples usuários de danos colaterais. Produtos desonestos são “invisíveis” e provocam muita dor de cabeça e prejuízos.

O fato é que, antes de instalar qualquer coisa, muitas vezes por orientação de técnicos e conhecidos, precisamos conhecer mais um pouco dos produtos que prometem proteção ao nosso computador caseiro já que o profissional a empresa cuida.

Um capítulo especial é reservado aos antivírus e malwares. Foram construídos para se embrenharem nos sistemas do disco C do Windows, sob o pretexto de protegê-los. O computador começa a apresentar lentidão e alguns bugs, principalmente quando está próxima da expiração do prazo de validade que envia mensagens recorrentes dos valores a serem pagos para revalidar.

Numa iniciativa de desinstalá-los, e optar por outro, começam os problemas. E tanto faz se é produto premium ou gratuito. É o acontece com o antivírus Avira, que embute em si uma pegadinha ardilosa e um desatino para os usuários. Afinal há o livre arbítrio e o direito do usuário de desinstalar o aplicativo que não corresponda às suas expectativas. Livrar-se dele parece simples, mas não é.

O usuário realiza o procedimento convencional acessando pelo Meu Computador a opção “instalar e desinstalar”, aguarda e clica normalmente, os passos seguintes são excluir o arquivo do aplicativo e os ícones. E o usuário dá a operação como terminada e começa a instalar outro antivírus.

Porém, alguns conflitos surgem em breve tempo. A operação do computador começa a truncar e o modo de segurança passa a ativar a máquina toda vez que é ativada. O técnico é chamado e tudo piora.

O único relato que faz sentido foi o de ter havido a troca do antivírus. Mas nas busca apareceu o Avira. Mas como se fora desinstalado?

Realmente, o procedimento padrão de desinstalação do Windows foi correto. Então o jeito era localizar o esconderijo do aplicativo. Logo constatou-se, um não, vários. Isso mesmo: o Avira se fragmenta por várias pastas do disco C do Windows. Por mais que a maior parte dos pedaços do antivírus espalhados sejam localizados, ainda assim a pesquisa acusa que o aplicativo não tinha sido totalmente desinstalado.

A leitura de textos de especialistas em informática revelou que desde 1988 o Avira vem provocando estragos. Sistemas como XP, Alta Vista, Windows 7 e 10 foram afetados. E mais, o aplicativo atacava os arquivos do Windows como se fossem malwares, corrompendo toda a instalação original do computador.

Se até mesmo os técnicos quebram as cabeças para resolver esse problema, os simples usuários só somam prejuízos.

Na verdade, a detentora germânica da marca Avira nunca fez nada. Danem-se os milhões de prejudicados por seu produto defeituoso e desonesto, porque calar-se diante de um problemão desse é bem mais econômico. Se houvesse penalidade para isso as indenizações seriam de grandes proporções.

Os usuários não têm culpa e nem são obrigados a ter formação em informática para comprar um computador. Mas ajudaria se houvesse suporte apropriado e reportes de segurança da empresa para a remoção adequada do antivírus.

O universo de aplicativos é cada vez maior e é uma incógnita para a maioria das pessoas. O que nos resta como arma é a informação. Ler tudo sobre eles e também os comentários nos fóruns de especialistas em informática. Sem isso não somos nada porque os fabricantes não estão nem aí. Somos meros cifrões para eles e ninguém fala nada sobre isso.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Ligia Cruz

Coitados dos tarados

Ligia Cruz

Pulando do barco

Ligia Cruz

Não fluiu

Ligia Cruz

Mexer com mãe é burrice