3 de julho de 2022
Colunistas Ligia Cruz

Campanha sob suspeita

Ainda nem começou a campanha eleitoral e já temos visto uma prévia de como serão os embates do próximo pleito.

Imagem Google Imagens – Portal 6

Os olhos e ouvidos estão todos voltados para o presidente Jair Bolsonaro, para ver se ele cruza a linha da ilegalidade e descumpre as regras eleitorais. Uma nesguinha de nada fora do riscado e haverá punição.

Óbvio que Bolsonaro, mesmo sendo afoito nas respostas, aprendeu muito nesses três anos. Ele sabe que esse é o pecado recorrente do oponente petista.

Lula aprendeu nos tempos de sindicato a falar impropérios no megafone contra os patrões. Mesmo quando era uma presepada combinada, ele estava lá, lançando perdigoto nos demais.

O fato é que, uma vez transgressor, sempre o será. Como aquelas doenças que se manifestam de tempos em tempos. Ele atropela o verbo, a dignidade e o bom senso de modo recorrente, coisa que nenhum terno Armani ou Piaget de pulso conserta.

O STF e os olheiros da bancada vermelha estão atentos à espera de um único vacilo do presidente. Mas esse erro não será cometido, mesmo com os abusos recorrentes do oponente.

Todo o staff da mais alta corte da justiça, que anulou suas penas, ao arrepio das leis e da sociedade, faz vistas grossas sobre os deslizes nada discretos de Luís Inácio.

Impedido de cair nas graças do brasileiros, porque não consegue sair às ruas, ele tem feito turnês por outros países, na tentativa de alinhavar pré-acertos junto a líderes progressistas de outros países.

Até uma capa na Time o PT está bancando. Nenhuma linha sobre os crimes de corrupção cometidos contra a República, nos treze anos em que o PT esteve no poder.

Na verdade, um “publieditorial” com direito à capa, que deve ter custado os olhos da cara, vários milhões de dólares. Procedimento legal na mídia quando o contratante está disposto a pagar.

Poucos dias antes, membros do STF se bandearam para os EUA para gerar embaraços para o presidente. Eles abandonam seus postos e viajam frequentemente com dinheiro público para cumprir pautas escusas e mentir.

Nada mais pode acontecer que surpreenda o público. Nem mesmo a notícia de que o agressor de Bolsonaro na última campanha presidencial, Adélio Bispo de Oliveira, preso da penitenciária de Campo Grande, MS, poderá ganhar as ruas, por não apresentar risco à sociedade.

Ele foi considerado inimputável, mas agora, às vésperas das eleições está curado, livre, leve e solto?

Não existe pena maior do que o julgamento moral do povo. E nesse quesito Lula perdeu. Jamais será abraçado de novo, por mais mentiras que diga. É só o começo de uma campanha que não se sabe o que vai acontecer.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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