
Acredito verdadeiramente que a justiça divina e da vida é didática. Nada que se faça contra a ordem natural das coisas fica impune. Todas as arbitrariedades praticadas neste país terão eco nas páginas sujas da vida política brasileira pela eternidade.
Os criminosos que roubam de aposentados, armam golpes bancários e corrompem maus políticos, um dia terão um encontro com a justiça para cumprir suas penas. Certeza absoluta. Podem prejudicar e solapar o espírito dos homens de bem, mas não o suficiente para quebrá-los porque princípios e caráter são inegociáveis.
Presos por segurar uma bola assinada pelo Neymar, por vender pipoca e água numa praça, por rabiscar uma estátua com cera para lábios, por estar apenas de passagem entre tantas e tantas pessoas que foram atraídas para uma cilada vergonhosa há três anos, capítulo triste deste país, ninguém jamais vai esquecer.
Nada disso é relevante para quem negocia caráter e ri com desdém do sofrimento alheio apenas pelos rótulos. Porém, para os homens de bem o que vale é a verdade, a palavra ímpia e desapegada de interesses espúrios. É o trabalho por mérito, o ganho por merecimento, não por falcatruas. Há quem diga que não se enriquece sendo tolo, mas a paz infinita por não se corromper, não tem preço.
Porque eu tenho essa certeza? Porque, bem jovenzinha, já estive do lado onde a esquerda diz que o mundo é perfeito, onde a verdade se negocia. Lá pude conhecer muitas das figuras que hoje se alinham a esse poder carcomido corrupto. Me afastei por pura incompatibilidade de caráter. Memórias que me causam repugnância.
Eu fui salva pela minha própria consciência, pela minha realidade de filha da guerra, de sobrevivente de crimes contra a humanidade e pela própria capacidade de analisar fatos e de escanear o caráter das pessoas. Tudo isso porque nem o medo, nem a cobiça ou as facilidades foram suficientes para me achatar como pessoa.
Não vivo os melhores dias como tantos brasileiros. Enfrento desafios físicos diários também, mas não tenho pendências morais para acertar com a sociedade. Não carrego a culpa da omissão, nem de ter percorrido caminhos fáceis e escusos. Perseverei sempre no caminho da correção e quem me conhece, mesmo não simpatizando com minha pessoa, não pode apontar sequer um descaminho meu.
Jamais estarei do lado da corrupção, dos mal feitos. Posso precisar, mas não vou me render porque meu maior legado é honrar os pais que tive. Imigrantes, gente pobre, mas de um lastro histórico inimaginável. O que vejo hoje é de escarnecer, mas não culpo ninguém porque cada qual tem seu próprio tamanho.
O cancelamento nas redes sociais e no meio jornalístico e a censura, não me impedem de ser 100% verdadeira, sem viés, como sempre fui. Os “limpinhos” da mídia são, na verdade covardes, porque independente das ideologias de cada um, escolhas lícitas ou não, não dá para deixar de ver a situação do país. Quebrado, sofrido, entregue à criminalidade e aos interesses estrangeiros.
Eu trabalho com o que sei fazer e posso. Escrevo, faço bolsas, crocheto, tricoto, costuro, faço meus próprios pães, brigadeiros e tudo mais que me pedirem porque eu me desafio. Durmo, quando consigo, mas sempre com a consciência limpa.
O Brasil que eu quero para o fim dos meus dias é de justiça verdadeira para os que de fato trabalham e honram este país.
Quero Lula, Moraes e toda a corja palaciana que golpeou a democracia fora do poder e punida pelos seus crimes. E que os presos políticos sejam libertos da miséria humana que tomou conta do Brasil.
A anistia ampla geral e irrestrita não é retórica, é direito puro e legítimo. Uma coisa tenho certeza: todos os corruptos vão cair. Um por um.

