Natal é nascimento. Que tal reNascer? Eu te pergunto: que memória você tem de você?

A memória mais marcante que eu tenho de mim mesma é de um Natal na casa da minha avó.


Eu tinha 4 anos. Ela entrou na sala de visita e deixou a porta entreaberta. Eu fui atrás dela, entrei na sala e parei. Fiquei ali olhando a minha avó, a árvore de Natal. E…

Lá estava a Copa, cozinha e a boneca Belinha.

Eu repeti isso o ano inteiro: ‘Belinha e Copa-cozinha’… ‘Copa-cozinha e Belinha’… Desenhei a cartinha para o Papai Noel, colocaram no telhado.
E quando eu vi a Belinha e a Copa-Cozinha… A Copa-Cozinha e Belinha…

Minha mãe gritou: Aaaaaaah, Pauloooo, corre aqui. Mããeeeee (ela gritava pra mãe dela), você não está vendo, ela estragou tudo. (“Ela” era eu).

– Paulooooo, essa menina não tem jeito. Só faltava isso agora…

Eu pensei: ôôô… Que chatice esse grito. Ela não para de falar e gritar. E me escondi atrás da porta. Não estava com medo, não, mas a minha mãe gritava demais.

Me vejo ali de vestido curto, bota, observando a cena.

A minha avó sorrindo piscou o olho pra mim e lá vem meu pai.

Com tanta gritaria da minha mãe – ela não parava – ele puxou a porta e disse: “o que você fez?” ( Cara de bravo). Respondi : Nada!

E a minha mãe aos berros: elaaaa estragou tudo, entrou na sala onde estão os presentes.(Fiz aquela cara de tédio)

E o meu pai perguntou de novo um pouco mais bravo: “por que você fez isso? Entrou na sala? Você sabe que tem que esperar a meia-noite”.

Respondi: a minha avó não esperou. Ou já é meia-noite?

E ele: você não pode entrar e pronto.

Eu: por quê? Ele: já disse que não!

Eu: a minha avó entrou. Você falou com a minha avó?

Ele: Falei com você

Eu: e com a minha avó?

A minha avó chegou mais perto e disse para o meu pai: “com essa aqui dialogue e argumente. Gritar, berrar, mandar, não vai funcionar.

Meu pai parou, olhou pra mim, e eu de rabo de olho, olhando pra minha avó, falei: se ela entrou, eu entrei e você entrou também.

Meu pai abriu um sorriso, me pegou no colo, me abraçou apertado, me levou até a janela enorme. E me mostrou o céu.

“Este ano o Papai Noel passou primeiro aqui, porque ele tem uma longa viagem”.

– Chegou antes da meia-noite, não é pai?

Eu. A maior animação! Balançava a cabeça, abraçava o meu pai.

– Bem antes, meu pai disse. Mas ainda dá tempo de você ver o Papai Noel indo embora com o trenó.

Você está vendo aquela nuvem ali? E ele apontava com os dedos…

E eu… Pai, eu vi só duas renas… Não é?

– Olha direito, ali do outro lado…

– Pai, eu vi o Papai Noel. Eu vi…. Você viu?

– Vi sim!

– E eu abracei meu pai apertado e nós rimos e ele me abraçou muuuito apertado.

– Papaizinho!

E a minha avó piscou o olho e mandou um beijo pra mim.

‘ Belinha, Copa-Cozinha… Copa-Cozinha e Belinha. ‘

E ali eu me vejo, desde sempre assim.

E eu aprendi que a realidade é uma só.

Mas pode ser vista de vários ângulos e isso faz toda a diferença.

Deixei pra você algumas mensagens de Natal, em que a realidade foi trabalhada dentro do que eu escrevi acima.

As perspectivas… Escolha a sua e responda qual a primeira memória que você tem de você?

Feliz Natal
Frohe Weinachten
Feliz Navidad
Joyeux Noël
Merry Christmas
Buon Natale
Hyvää Joulua
Veselè Vianoce
God Jul
Zorionak
Bon Nadal

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