1 de julho de 2022
Colunistas Junia Turra

My Birthday to you…

Hoje é meu aniversário, dizem… Eu gosto da data… E gosto de quem nasceu no meu dia e que até já ultrapassou essa história de dias por aqui. Que tal Beethoven e Kandinski?

Eu não sou uma pessoa de aniversários. Já esqueci o meu pelo menos três vezes. A data é no final do ano, perto do Natal, do Ano Novo e as pessoas não tem lá muito tempo. Incluindo eu mesma.

Na verdade, aniversário… acho uma bobagem… Porque todos os dias aqui são meus, assim como seus. Todos os dias são importantes na nossa trajetória.

Aqueles que gostaríamos que não existissem e aqueles que nunca queríamos que acabassem. É bom ser lembrado… É bom ser amado.

Ah, como seria bom também se certos estrupícios e entojos nos esquecessem. Aqueles invejosos, sem luz própria e que dão um defeito básico e atravancam o nosso caminho.

Aniversário é o dia que comemoramos mais um ano de vida, certo? Mas e esse negócio de ficar mais velho? Isso aí não dá. Dizem que vamos esquecendo as coisas conforme passam os anos… Eu não esqueço nada mas por outro lado, desde sempre eu esqueço tudo quando são “coisas mundanas”: bolsa, chave, óculos… Sou atrapalhada no melhor estilo Mister Magoo…

Rindo alto, morro de rir de mim mesma, mas muitas vezes nem eu me aguento. Tem muita gente dando palpite dentro de mim. E pensam que muitos têm medo de ficar só.

Nunca soube o que é isso. Mas se alguém precisar mando uns desses “Eus interiores” de presente : “o eu que habita em mim habitará em você também” .

Se prepare : fica animado, viu? É o maior falatório, furdunço total. Parabéns pra nós; hoje vou dar parabéns para todos do ano inteiro.

Sou coelho de Alice, tenho pressa, tanta coisa pra fazer, o tempo não rende e ainda falam de “era da tecnologia”, mas não sabem mais onde é o Norte e nem se a máquina corporal para saber se vai chover?

Há até antas que acreditam em carro elétrico e eu pensando naquele teletransporte básico dos Jetsons lá do Cartoon retrô… Tem mais…

Humanos com focinheira na cara de fuinha, tomando todas no bracinho e querendo uma coleira no pescoço dos outros. E eu pensando em Liberdade…

Deveriam ir chutar paralelepípedo, visitar a oncologia infantil de hospital público ou ir a um orfanato, asilo… Tanta gente querendo aparecer…

Eu quero sempre ser. Eu sou! Não sei o meu princípio, mas não tenho fim, e a eternidade da existência em plena transformação me dá essa certeza.

Apesar da arrogância humana, o Universo segue seu curso impassível.

Há criaturas e seres que consideramos indefesos e inferiores, mas são perfeitos na forma e na existência. Ficam pouco nesse planeta… Nos mostram a liberdade, mas o ser humano os aprisiona em gaiolas, jaulas, correntes. Tentam “humanizá-los”. Mas eles não desistem da liberdade e nunca se afastam do que são.

Nada e ninguém foge à sua própria natureza. Se a parentada nos cabe como lote, até isso eu reinvento : eu escolho. O laço afetivo para ” família” não vem imposto. É o princípio do Cristianismo que a maioria não entendeu. Porque caminha junto com a liberdade de escolha do indivíduo.

Eu tenho os melhores amigos do mundo, esse o maior presente… Eu tenho os melhores irmãos e irmãs do mundo, até filhos e pais. Tenho muitos. Somos referência uns para os outros e nos completamos.

A minha família tem reciprocidade: escolha mútua. E vocês sabem quem são. Aos invejosos e aos inimigos o meu mais sincero F….

Happy Birthday to me and Happy Birthday to all of us anytime.

author
Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.