Há mais algum gênio passando mal?

Morreu Beethoven, agora morreu Florian Schneider do Kraftwerk. Tem mais algum gênio passando mal?
Foto: Google – Reporter Diário
Foi Beethoven o responsável pelos estilos musicais que vieram depois… pop, jazz, rock , funk, Tecno…

Ele foi além do que se podia imaginar possível dentro da escala musical. Inverteu a limitação física, a surdez, para ouvir o conhecimento adquirido, os sons guardados, repetidos, imaginados.

Quebrou a regra, foi além da escala musical e garantiu ao mundo a possibilidade de criar ainda mais.

No ano em que acontece mais um jubileu do grande mestre alemão, as comemoracões pela Europa e pelo mundo ficaram suspensas.

Abro parênteses:

Imperdoável, Sr. Bill Gates e Cia Limitada. Ooops! Desculpem…

Mas o suspense acabou e a  barulheira já começou.

Pandemia? Virou pandemônio. E não é .

Much ado about Nothing, que na tradução significa “Muito Barulho Por Nada” – obra famosa de Shakespeare.

Agora é “muito barulho por muito”.

Fecho parênteses.

A ironia do Destino

A Pandemia trouxe a maior das homenagens.

Impressionante, mas o Jubileu do compositor precisava de um algo maior.

E Ludwig Von Beethoven é homenageado pela natureza que canta… os pássaros felizes na Primavera que chegou no hemisfério norte.

E as árvores, e a chuva…

O vento… Ah, o vento…

Disse o poeta português Fernando Pessoa em poesia: “só de ouvir passar o vento, vale a pena ter vivido”.

Só de ter ouvido passar o vento, e os pássaros e Beethoven, e o Kraftwerk, vale a pena ter vivido.

Kraftwerk

A banda alemã foi precursora e abriu a portas para o tecno, o trance, inspirou trilhas espetaculares de cinema, o pop e o rock.

De Depeche Mode, ao Coldplay, The Cure, Duran Duran, compositores clássicos, maestros, e tinha como fã totalmente apaixonado, David Bowie.

O camaleão inglês tinha tudo do Kraftwerk. Era uma das inspirações permanentes.

Bowie dizia: “como não seguir a marcação deles? Basta encher os pulmões, abrir os ouvidos, fechar os olhos e entrar naquele mundo pulsante que é o nosso corpo, o nosso cérebro e a nossa alma”.

Eu que sempre gostei de ouvir os mais velhos, os mais novos, até me permito ouvir gente desafinada…

Uma vez falei de Beethoven e  uma criatura respondeu: “não ouvi porque ele morreu tem um tempinho. Coisa velha”.

Pensando bem, gente assim nasce cega, surda e uma pena que não sejam também mudos.

Se você não teve oportunidade, nunca ouviu falar, não perca tempo. Escute Kraftwerk.

Eu tive a sorte de conviver com pessoas que me “aplicaram nesses sons”. Era o que diziam aqueles que hoje são senhores de respeito.

E eu aprendi. Comecei a buscar por mim mesma e eu tento passar essa sorte que eu tive adiante. Para azar de muitos!

Pena que o quarteto original perdeu hoje, aos 73 anos, Florian Schneider.

KRAFTWERK significa POWER STATION.

Aquela estação produtora de energia.

A banda escolheu o nome porque fazia experimentações com sons, técnica, computadores, todas essas coisas complicadíssimas para a maioria dos
mortais. E o resultado, é inigualável.

KRAFTWERK é o Beethoven depois de Beethoven:

Único! E inesquecível.

OBS. A ressalva. A BBC é mídia com capital islâmico, de esquerda globalista e não utilizo como referencia para me informar sobre Política e fatos ligados a ela.

No caso acima, a matéria da BBC dá um apanhado geral. Bom para quem não conhece a banda. Vale a pena acompanhar conteúdo mais específico.

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