Caê por Bill Falcão


Lembrei-me do jornalista Bill Falcão, irmão do grande Moacir Japiassu, que chefe do jornalismo na Band, me levou para a emissora para cobrir férias como repórter, e assim comecei na TV.
Bill contava histórias da trajetória dele, um expert em música e Rock’n Roll e entre elas, quando repórter de Cultura do maior jornal do país no Rio de Janeiro foi entrevistar Caetano Veloso que tinha voltado do exílio.
Ficou horas sentado aguardando no apto do fulano e ouvindo as risadas dele e conversas. Ele, Bill, já de saco cheíssimo com a falta de respeito.
Eis que chega Caê com cara de poucos amigos. A cada pergunta, uma resposta curta, até que começou a desfilar baboseiras, merdorreias na típica arrogância e falta de nexo que lhe cabe.
Isso fez com que Bill, o barba ruiva, um verdadeiro gentleman, se levantasse e fosse saindo. E Caetano, abanando bracinhos, perguntou: “eeeei, você está achando que é o quê pra me deixar falando sozinho”?
Estou achando, não, eu sou jornalista de cultura de um grande jornal e escrevo para a maior revista de música e você é um merda.
E Bill bateu a porta putíssimo. Chegou no jornal e disse que o fulano não seria capa do caderno no final de semana, pegou o material promocional de Caetano e mais o que tinha dele e jogou no lixo. E vermelho como um pimentão, bradou: artista de uma coisa só e ser humano medíocre. Um sujeito boçal.

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