A esperança nunca morre na guerra contra o Coronavírus

HOJE edito a centésima crônica no FACEBOOK-Escritor. Sou muito agradecido aos visitantes que com suas leituras prestigiam os meus textos semanais. O confinamento social me traz reminiscências do 1º governo da Fusão do Estado Rio de Janeiro.

No dia 15 de março de 1975, assumi a Secretária de Administração, nomeado pelo saudoso Governador FARIA LIMA. Passei a gerenciar 219 mil funcionários, o IASERJ, as pericias médicas, com o desafio de criar um parque gráfico para imprimir o Diário Oficial do Estado.

Na primeira visita ao Hospital Central do IASERJ, destinado a atender aos servidores estaduais, diversas unidades estavam desativadas, faltavam médicos, enfermeiros, medicamentos e sobretudo materiais e equipamentos, oferecendo um precário atendimento.

Em 1979, o Hospital Central estava equipado, com médicos e enfermeiros e uma bem-vinda fila na porta. Foram entregues 4 novos ambulatórios, o último, em Niterói, bem ao lado da operante Imprensa Oficial do Estado.

O mérito do magnifico trabalho de recuperação e do pleno funcionamento da instituição, num governo estadual honesto e empreendedor, que implantou o Metro no Rio de Janeiro, é todo da competente equipe de abnegados médicos e profissionais de saúde do IASERJ.

Na meia-noite do dia 14 de julho de 2012, todos os doentes, inclusive os doentes entubados do CTI, foram retirados, sob revoltados protestos de parentes e funcionários, numa desumana e violenta operação policial para cumprir o acordo Lula-Cabral de demolir o prédio para ampliar o do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O jornal EXTRA denunciou a corrupta parceria: as obras de fundações nunca começaram. A empresa responsável faz parte do escândalo da Operação Lava-Jato. O terreno de quase um quarteirão inteiro na Praça da Cruz Vermelha virou um grande matagal e ruínas.

Na linha sucessória do Governador Faria Lima, cinco ex-governadores foram presos, sendo que o Governador Sergio Cabral foi condenado a 280 anos de prisão.

Relembro também o parceiro Lula, que zombava de quem preferisse construir hospitais (ver YouTube https://www.youtube.com/watch?v=5LSnpO2v5Og.), ao invés de promover eventos esportivos. A sórdida mídia, na época, se calou. Bajulou quem roubou dinheiro na construção dos estádios, por meio de empreiteiras favoritas.

Nunca se valorizou nem se priorizou a saúde pública no Brasil, como um marco civilizatório da democracia. Essa é verdade nua e crua.

Os recursos públicos nunca chegaram perto da real dimensão da demanda sanitária do cidadão brasileiro, ou foram desviados nos governos petistas, ao sabor da corrupção, ou minimizados.

O Presidente Bolsonaro, culpado de tudo, não demoliu o IASERJ!

Pelo contrário, herdou as consequências do bloqueio, de 2017, de R$ 42 bilhões nos gastos públicos. Grande parte dos investimentos era para os avanços hospitalares e assistenciais do SUS, o que diminuiria drasticamente o número de vítimas fatais do coronavírus.

Nesta hora em que o Brasil vive uma desastrosa crise política no mar de incertezas jurídicas, nunca é demais revigorar a ESPERANÇA nos elos de solidariedade e render as justas homenagens aos profissionais da saúde e dos serviços essenciais, que, na linha de frente, arriscam diariamente as suas vidas para salvar a população vítima da letal Covid-19.

Deus os proteja e abençoe o sentimento de gratidão da nação brasileira aos heróis de máscaras.

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