14 de agosto de 2022
Veículos

Ao volante do Honda CRX, em 1993


Eis aí mais uma foto estilo “túnel do tempo”. Nela, este seu amigo aqui faz pose ao volante de um Honda CRX, em 1993. A imagem faz parte daquele conjunto que achei durante esse já longo distanciamento social, se sair de casa, arrumando gavetas, armários e HDs. Como comentei em posts anteriores e que também mostram modelos hoje já antigos, as fotos são todas do comecinho dos 1990s, feitas durante alguns dos meus primeiros test-drives, para a antiga revista Ele Ela, onda trabalhava como redator e “multicolunista” – escrevendo, entre outros assuntos, sobre música, gastronomia, cinema, turismo…
O Brasil acabara de reabrir as importações de automóveis e recebi a missão de criar uma seção fixa sobre carros para a publicação. A ideia do departamento comercial era, com o “gancho” das matérias, conseguir alguns anúncios das várias concessionárias de importados que começavam a pipocar por aqui. Sinceramente, não me lembro se venderam muitos desses anúncios. Meu trabalho era bem divertido e, também, o começo da realização de um sonho de criança: poder dirigir vários carros diferentes.
O Carro
No caso desse Hondinha targa, tratava-se de uma versão encolhida, em mecânica e parte dos traços, da linha Civic da época – uma das melhores safras desses carros, diga-se de passagem. tanto que, nos EUA, ele era vendido como “Honda Civic Del Sol”. Meu test-drive se limitou a um dia, retirando o modelinho da concessionária pela manhã e devolvendo-o no final da tarde.
Equipada com um motor 1.6 de 16 válvulas, que rendia empolgantes 160cv naquela versão Si e pesando menos de 1.200 kg, o carrinho era muito esperto e muito gostoso de dirigir. Me lembro de que ele era bem simples de acabamento e que fiquei impressionado com sua aceleração nervosinha, com a estabilidade que tinha nas curvas mais fechadas, e com o ronco do motor, que já tinha um daqueles endiabrados comandos de válvulas V-Tec da Honda e gostava de girar alto. Curti, também, a posição de dirigir, bem rente ao chão, como num verdadeiro esportivo.
Na versão que eu testei, o teto inteiriço removível do tipo “transtop” era colocado e retirado por uma intrincada e não muito rápida operação eletrificada de braços, clics e clacs, sendo guardado no porta-malas. A impressão que dava era que, junto com o carro, vinha uma espécie de robô japonês, especialmente criado para aquela operação. Um sistema tão complexo que aumentava o peso do carro em mais uns 100 kg (ou mais) em relação à sua versão mais simples, com teto manual. Isso fora o espaço que o motor da engenhoca roubava do porta-malas.
Como esses sistemas eram raros aqui no Brasil naqueles tempos, parar aquele carro na praia e acionar a coisa era garantia de atrair uma pequena multidão. E foi isso que acabamos fazendo quando paramos na Praia do Recreio, para fazer as fotos para a revista – entre elas, claro, essa em que eu faço figuração.
Produzidos entre 1992 e 1998, uma quantidade relativamente pequena desses carros, estimada em cerca de 300 unidades, foi importada oficialmente, do Japão, para o Brasil e, hoje, é raro encontrar um em bom estado para comprar – o que faz com que sejam bem valorizados. Se eu pudesse, comprava um.
Motor Honda V-tec 1.6 do CRX 193
Honda CRX Vti 1993 Ficha técnica (dados do fabricante/Internet)
Motor: 1.6 com 16 válvulas e comando duplo variável (V-Tec), dianteiro, transversal
Potência: 160 cv (a 7.600 rpm)
Torque: 15,5 kgfm (a 7.000 rpm)
Câmbio manual com 5 marchas
Tração dianteiras
Direção com assistência hidráulica
Freios a disco, ventilados na dianteira, sólidos na traseiras
Dimensões (mm):
Comprimento 4.005, largura 1.695, altura 1.255 e entre-eixos 2.371
Peso: 1.144
Capacidades (litros)
Tanque de combustível: 45
Porta-malas: 190
Desempenho:
Aceleração de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos
Velocidade máxima de 215 km/h
Fonte: Blog Rebimboca

Jornalista, blogueiro e motorista amador.

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