28 de fevereiro de 2024
Colunistas Marco Angeli

Easy Rider e a liberdade

Easy Rider foi talvez uma das maiores expressões da contracultura norte americana, em 1969.

Ele mostrava uma nova percepção da realidade, para além do pós guerra, e da euforia do capitalismo, anticomunismo e construção de uma sociedade politicamente correta.
Um diálogo que sempre me impressionou, desde 69, foi o de Jack Nicholson e Dennis Hooper:
Billy (Dennis Hopper): (…) O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.”
George Hanson (Jack Nicholson): “Não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.”
Billy (Dennis Hopper): “Cara, para eles só representamos alguém que deveria cortar o cabelo!”
George Hanson (Jack Nicholson): “Não. Para eles, vocês representam a liberdade.”
Billy (Dennis Hopper): “E qual é o problema? Liberdade é legal!”
George Hanson (Jack Nicholson): “É verdade, é legal mesmo…
Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes.
É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.
Mas nunca diga a alguém que ele não é livre…
Porque ele vai tratar de matar e aleijar para provar que é.
Eles falam sem parar de liberdade individual…
Mas, quando veem um indivíduo livre, ficam com medo.”
Ao que parece, o que valia para 1969 vale, talvez mais ainda, para hoje.
Fonte: www.marcoangeli.com.br

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