8 de maio de 2026
Adriano de Aquino

The New Yorker

A chic revista The New Yorker publicou um ensaio sobre a questão mais inquietante do momento : IA

O ensaio “Será que a humanidades sobreviverá à Inteligência Artificial?” de D. Graham Burnett. Cogita que “Talvez não o humano como conhecemos, mas nas ruínas do antigo currículo, algo vital está se agitando”.

Todavia, apesar de pontuar amplas oportunidades e positividades na tecnologia IA, logo na introdução ao tema Burnett abre um campo de suposições discrepantes:

“Você pode querer coisas diferentes de uma universidade — um basquete de alto nível, um centro de artes, ensino competente em filosofia ou física, até mesmo a cura para o câncer. Não é de admirar que essas instituições lutem para manter todos satisfeitos.
E nem todos estão contentes.”

Mas, como o hábito das elites redesenha o lábio do aristocrata cultural que porta o cachimbo da ‘inteligência natural’ superior, Burnett se permite misturar as bolas ao confundir o que por si só é bastante complexo.

Ao salpicar uma crítica política objetiva desnecessária : “O governo Trump declarou guerra aberta ao ensino superior, visando-o com cortes profundos no financiamento federal de bolsas de pesquisa. Reitores de universidades estão alarmados, assim como professores e todos que se preocupam com o papel mais amplo da universidade”.

Ora! Esse comentário diverge radicalmente das complexas questões que a IA coloca no mundo. Misturar alhos com bugalhos ao invés de esclarecer,confunde ainda mais. Talvez, essa seja a intenção.

Desde a campanha eleitoral, Trump falava que “retiraria a valiosa redução de impostos que beneficia Harvard e demais universidades, assim como muitas instituições de caridade e grupos religiosos,isentos do pagamento de imposto de renda federal, caso os grupos se envolvam em atividades políticas ou se afastem de seus propósitos declarados, promovendo e difundido ‘virus’ de cunho político, ideológico e inspirada em apoiadores do terrorismo”.

Basta consultar um chat IA para saber que ele escreveu sobre isso na sua rede social Truth Social. Nem uma palavra foi dita sobre IA. Se o temor da classe política com as redes sociais – com ênfase nos governos totalitários e ”democracias relativas” como a brasileira, manifestada em diversas tentativas de regulação das redes sociais, imagina agora, com a popularização planetária da inteligência artificial (IA)?

O receio aumentou drasticamente à medida que as redes sociais se tornaram o principal campo de batalha política, muitas vezes superando a mídia tradicional em influência.

Outro ponto relevante diz respeito à resistência de intelectuais e artistas à Inteligência Artificial (IA).

O tema é complexo e crescente, concentrando-se principalmente na área da arte generativa e levantando preocupações éticas, econômicas e conceituais.

The newyorker

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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