Radicais’ sintéticos


A censura é sempre burra!
Seja da forma que aconteça, sobre o fato ou obra que incida, ela sempre repercute em mais barulho, encobrindo com especulações tacanhas que acabam por dar maior destaque ao ‘fato’ motivador da censura do que as questões intrínsecas a obra em si.
É espantoso que isso aconteça com frequência em tempo de relativismo moral, estético/cultural.
No tocante à Arte & Política, as metáforas tomaram o lugar antes ocupado pela comédia. Aliás, algumas metáforas, já ocupam o trono das farsas pastelão.
Por essas e outras é sempre bom ouvir os sábios.
Tempos atrás, o ‘marxista’ Groucho Marx, definiu com precisão a “Diferença entre um amador e um profissional. Um amador pensa que é engraçado vestir um homem como uma velhinha, sentá-lo numa cadeira de rodas e dar um empurrão na cadeira, para que ele desça ladeira abaixo feito uma bala e se esborrache contra um muro de pedra. Um profissional sabe que isso tem de ser feito com uma velhinha de verdade”.
Estejam sempre atentos às metáforas políticas assim como aos manifestos crítico/estético sobre um período da historia.
Por falar em história, Karl Marx ,outro ‘marxista’, em nada parecido aos marxistas da atualidade, advertia: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
Um córtex atilado, que viveu os idos dos 60’/70’, sabe distinguir os acontecimentos do passado em relação as ocorrências do presente. Os ‘farsantes’ continuam negando a dinâmica do tempo, da Arte e da Política.
Para córtex em bom funcionamento; 2,3 ou 100 mulheres nuas em performances públicas é um ‘estilo’ corriqueiro e consagrado de manifestação estética globalizada.
Ver hoje mulheres nuas, engolindo baratas sintéticas, como representação estética de um período em que a censura era espetada com baionetas, só seria comovente de fato se fossem realizadas por ‘profissionais’ dos dois lados. Quer dizer, mulheres e baratas de verdade.

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