
Deixe de lado as informações coletadas e analisadas há anos por cientistas da Agência Internacional de Energia Atômica, estabelecida como uma organização autônoma no seio das Nações Unidas em 29 de julho de 1957.
Elas são irrelevantes quando se tem disponível nos canais de notícias e nas redes sociais experts confiáveis sobre o assunto.
Por exemplo, um desses excepcionais analistas postou nas redes sociais que o “ataque as três usinas nucleares do Irã realizados ontem por bombardeiros americanos, assim como os ataques das forças aliadas aos bunkers iraquianos em março de 2003, foram falaciosos e comprovaram que como no Iraque, as usinas nucleares do Iran não desenvolviam armas de extermínio em massa”.
Esses experts de shows de TV e os usuários que vagam na internet devem ter fontes fantásticas de informações, obtidas por generais e cientistas que foram eliminados nos ataques das forças de Israel e entidades espirituais que passaram dessa para melhor e, agora, se comunicam com esses sensitivos através de canais disponíveis no paraíso islâmico.
É certo que esses comentaristas depositem fé cega na destinação humanitária das usinas nucleares do Irã. Um comentarista baratinado defende que o Irã deve ter uma “bomba atômica” já que outros países a possuem.
Outros mais acham que o objetivo do Irã era usar o arsenal nuclear como poder defensivo e outros mais acreditam que o Irã usava a tecnologia nuclear para aprimorar a produção de tâmaras.
Pra que fazer uma pesquisa cansativa nos relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica sobre o potencial das usinas iranianas destruídas se temos à disposição nas Tvs e nas redes informações transcendentais muito mais confiáveis?
Ora, qual a importância dos relatórios da agência internacional sobre a Usina de Fordow: o bunker nuclear do Irã, localizada nos arredores da cidade sagrada de Qom, que operava em ambiente subterrâneo e era considerada uma das instalações mais protegidas do mundo.
O complexo, escavado a cerca de 90 metros de profundidade em montanhas, abrigava cerca de 2.700 centrífugas utilizadas para enriquecer urânio, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
E a Usina de Natanz? Era o coração do programa nuclear iraniano, situada na província de Isfahan, era o maior centro de enriquecimento de urânio do Irã e uma das estruturas mais vigiadas internacionalmente. O local possuía duas partes: uma subterrânea, que abrigava cerca de 13 mil centrífugas em funcionamento, e uma seção acima do solo.
E a singela Usina Isfahan? Onde ocorria o processamento químico e a base industrial. Diferente das demais, a instalação de Isfahan não realizava o enriquecimento final do urânio, mas atuava em estágio anterior: o processamento químico. No local, o chamado yellowcake (óxido de urânio) era convertido em substâncias como hexafluoreto de urânio (UF6), essencial para o funcionamento das centrífugas em Natanz e Fordow. Isfahan também abrigava uma série de instalações militares de relevância estratégica para o regime iraniano. Entre elas estão fábricas de drones, uma base aérea com caças F-14 Tomcat (comprados antes da Revolução Islâmica de 1979) e centros de produção bélica.
Viram como é inútil uma agência de controle nuclear quando podemos ter informações oriundas dos mártires da revolução fundamentalista islâmica.
A angústia da moça do telejornal é saber porque morrem menos judeus em Israel sob bombas iranianas do que islamitas no Irã.
Ora querida, é simples.
O governo de Israel tem como prioridade construir bunkers sólidos para abrigar sua população durante ataques.
Na outra fronteira, o Irã jogou bilhões de dólares para blindar as usinas nucleares – imagine o custo para blindar uma usina a 90 metros de profundidade sob montanhas – enquanto verteu uma dezena de centavos para construir bunkers para a abrigar a população civil durante os ataques de Israel.
E não só isso.
A pobre moça iraniana em desespero durante um ataque, corre para se refugiar numa estação do metro. Quando lá chega, esbaforida, se dá conta de que seu hijab (véu islâmico) se perdeu no caminho e na plataforma dá de cara com um esquadrão da Policia Moral. Se escapar viva poderá receber sentenças de 10 dias a dois meses na prisão ou uma multa, na melhor das hipóteses.

