
Mas é o que temos a granel.
Não importa o rótulo, em toda e qualquer geração despontam pessoas brilhantes, medianas e completamente estúpidas.
Como hoje o identitarismo é um conceito vitimista minoritário que berra mais que a maioria, parece até que eles são em maior numero.
Colonizar desertos psíquicos/mentais é a tarefa dos ativistas progressistas. Eles próprios já devidamente colonizados.
Para a gente que não ousa pensar por si mesmo, os rótulos são fast food tóxicos.
O sujeito se ilude que está alimentado. Mas, a sociedade em que habita cada dia fica mais carente e subnutrida de ideias.
Nesse mar de desnutrição mental, teóricos e ideólogos nadam de braçadas. E toma de rótulo!
Foi nesse caldo de cultura raquítica que nasceram e cresceram os progressistas e ativistas da geração babyboomer brazil.
O rótulo é colado a uma pessoa nascida entre 1946 e 1964 na Europa (especialmente Grã-Bretanha e França), Estados Unidos, Canadá ou Austrália.
Depois da Segunda Guerra Mundial estes países experimentaram um súbito aumento de natalidade, que ficou conhecido como baby boom.
Como não poderia deixar de ser, alguns brasileiros pegaram carona nessa onda sem serem convidados.
Aqui, os ‘babyboomers’ tem características singulares.
Ao contrário dos nascidos nas nações acima citadas, de maioria humilde e de classe média, porém com educação pública de qualidade, os brasileiros, sucessores da ‘Geração silenciosa’ (1925 e 1945) são, na sua maioria, gente fina, bem educada, herdeiros de magníficas fortunas oriundas de ancestrais que as forjaram em uma concepção tosca de ‘capitalismo patrimonialista’ que expande a desigualdade social às custas de benesses de um Estado corrupto e incompetente.
No tocante à educação, saúde e bem-estar social, a maior parte da população brasileira foi, e continua sendo, uma massa indigente sobre a qual os herdeiros ‘babyboomers’, movidos pelo sentimento oportunista da ‘culpa dos outros’ despejam suas fantasias libertárias nas franjas do decolonialismo festivo e tropical.

