28 de maio de 2022
Adriano de Aquino

Greenwald no Senado

Foto: Arquivo Google – Tijolaço

No convescote de hoje no Senado, após elogios do Renan Calheiros, Greenwald foi taxativo ao ser questionado se entregaria os dados cibernéticos furtados, para verificação e análise de uma perícia especializada.
Ele negou terminantemente, lacrando a questão: “Não! Nós temos jornalistas que são peritos”.
Nós quem, cara pálida?
Se mesmo com a atuação de uma perícia especializada, criminosos poderosos escapam das grades, imaginem com uma perícia feita pelos próprios jornalistas(!) para ‘colegas’ que comentem crimes?
Essa sórdida versão de corporativismo escrachado assumido, despertou em mim os instintos mais primitivos.
Tamanha desfaçatez me trouxe à memória o assassinato ocorrido em 2000 da jornalista Sandra Gomide, em um haras em Ibiúna, interior de São Paulo.
Ainda que o assassino tenha ficado um tempo bem menor na cadeia do que o tempo que o MP levou tentando fazer Justiça, o jornalista Pimenta Neves, que matou a namora, deve lamentar a vinda tardia do Glenn para o Brasil.
Certamente seria mais um grande aliado!

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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