Foco!

Foto: Arquivo Google

Não questiono o ‘direito’ de uma empresa virtual selecionar usuários.
Assim como não questiono posição ideológica do site quanto ao bloqueio de páginas de tendência conservadora ou de direita e,mesmo usar sinônimos inadequados para o que na verdade se mostra como CENSURA,que só confundem mais o problema.
O problema maior, que causa estranheza, é o Facebook – uma rede digital de intercomunicação pessoal- que tem como único produto a troca livre e gratuita de conteúdos gerados por terceiros – não produzidos e distribuídos pela companhia – selecionar posteriormente e por critérios internos e herméticos quais usuários podem continuar interagindo com os demais.
Esse papo de ‘fake news’ é cortina de fumaça. Por baixo dos panos o que se faz é tutelar.
Determinar com precisão e isenção no ambiente global de comunicação o que é ‘fake news’ e o que não é me parece uma farsa, uma piada.
Todo o conteúdo que transita nas redes sociais é originário dos próprios usuários. É a polifonia informacional, isenta de regras e parâmetros ideológicos, estéticos, morais e formais o maior atrativo das redes sociais.
Se essa polifonia será – de agora em diante- ‘supervisionada’ por um gerente ou tutor de conteúdo (censura prévia) meu interesse em rolar o ‘feed de notícias’ desta rede social desmorona para o mesmo patamar do meu desinteresse diário em consultar opiniões de comentaristas de ‘política’ nos grandes e tradicionais veículos do sistema de comunicação empresarial que – todos sabemos – destacam tendências e interesses de uma só voz.

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