
O estrondoso desabamento das instituições jurídicas brasileiras tem concentrado toda minha atenção.
Revendo as noticias da semana passada constatei que entre as leituras adiadas por mim, a justiça é tema recorrente no noticiário internacional.
Duas matérias de destaque na semana passada merecem registro. A primeira atualiza a situação judicial contra o ex ditador Nicolas Maduro que corre na corte federal de justiça de Nova Iorque.
Alex Saab, aliado de Maduro, se declara culpado em caso de lavagem de dinheiro de US$ 195 milhões e concorda em cooperar.
Alex Saab, há muito descrito como o “homem de confiança” do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, declarou-se culpado na terça-feira de uma acusação de lavagem de dinheiro em um tribunal federal dos EUA. A acusação decorre de um escândalo de “fraude alimentar” detalhado no documentário de 2024 da FRONTLINE e Armando.info: “A Dangerous Assignment”.
Jornalistas revelaram que o governo estava comprando produtos de baixa qualidade para o programa CLAP, uma iniciativa de ajuda interna destinada a fornecer itens alimentares essenciais aos venezuelanos afetados pela crise econômica do país. O CLAP também estava enriquecendo a Saab, a maior contratada do programa.
Como parte do acordo de delação premiada, Saab concordou em cooperar com as investigações federais em andamento e em renunciar a US$ 195 milhões em lucros ilícitos do esquema.
The New York Post — Corte federal da Filadélfia encaminhou o caso do promotor público Larry Krasner, apoiado por George Soros para ser investigado pelo próprio Departamento de Justiça, ao qual foi indicado por seu patrono Soros.
O juiz distrital dos EUA, Paul Diamond, ordenou que Krasner e o promotor distrital adjunto Matthew Stiegler fossem afastados das funções na reabertura de um caso de homicídio de 2009, que está no centro de um escândalo. Larry Krasner, será investigado sobre possível violação da lei por sua tentativa de anular uma condenação por homicídio de 2009.
Os funcionários do gabinete da promotoria agiram em proteção a lei. Mesmo ameaçados por Krasner e Stiegler de que enfrentariam sérias “consequências”, não se intimidaram e denunciaram os chefes, conforme mostram os documentos judiciais.
O juiz Paul Diamond concluiu que a conduta de Krasner e Stiegler pode configurar crime de conspiração, decidiu dar sequência às investigações encaminhando o processo para o Departamento de Justiça.

