
O sentimento de exaustão e angústia cresce ao redor do globo diante do interminável ciclo de tentativas frustradas de paz envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Nas últimas horas, retornaram os ataques recíprocos.
Nesse cenário de forças, o Estreito de Ormuz desponta como o principal instrumento estratégico da teocracia persa. Funciona como passagem obrigatória para alcançar o Atlântico. A relevância é tamanha que o transformou em um ponto de tensão permanente na geopolítica mundial.
O Mito do Domínio Legítimo
Muitos questionam por que essa rota vital, que conecta os grandes produtores de energia ao Oceano Índico, está sob o controle de Teerã. Historicamente, não se trata de uma posse legítima. Desde a Antiguidade, navegadores sumérios chamavam o local de “Porta da Paz”, um espaço sagrado de encontro entre civilizações. O valor estratégico dessa hidrovia foi efetivamente descortinado em 1507 pelo conquistador português Afonso de Albuquerque, permitindo o comércio de Portugal para a Índia e Europa.
Após 107 anos de hegemonia lusitana, as forças inglesas e persas expulsaram os europeus em 1622. Mais tarde, o Império Otomano e o Império Britânico assumiram a guarda e o patrulhamento da região para garantir o livre fluxo comercial do planeta.
A Ocupação de 1971
A supremacia contemporânea do Irã não deriva de acordos diplomáticos ou de herança histórica natural, mas sim de uma agressão militar. Em 1971, a marinha imperial iraniana invadiu e ocupou as ilhas que contornam o Estreito, transformando-as em fortalezas altamente militarizadas, com pistas de pouso, guarnições da Guarda Revolucionária, mísseis e sistemas avançados de radar.
Ameaça ao Comércio Global
O livre trânsito nessas águas é o fundamento do abastecimento energético mundial. Por ali transitam diariamente cerca de 25% de todo o petróleo comercializado no planeta, além de um quinto do gás natural liquefeito. O estreito também escoa 30% das exportações internacionais de fertilizantes nitrogenados, insumo essencial para a agricultura. Qualquer bloqueio eleva os custos agrícolas em escala global, alimentando a inflação e ameaçando a segurança alimentar de bilhões de pessoas.
Mensagem Final
O entendimento mútuo continua sendo a única alternativa viável. Como bem definiu Albert Einstein: “A paz não pode ser mantida à força; só pode ser alcançada pelo entendimento.” E como lembrava John F. Kennedy: “A humanidade deve pôr fim à guerra, ou a guerra porá fim à humanidade.”
Enquanto a comunidade internacional tolerar o uso de águas internacionais como ferramenta de extorsão e permitir que o terrorismo de Estado dite as regras do comércio marítimo, o planeta continuará dependente de um ciclo perpétuo de violência — o perfil sombrio de uma guerra que não termina, alimentada por uma pirataria iraniana, que faz o mundo refém.
Curtinhas
Frase
“Se seus problemas têm solução, não se preocupe. E, se não têm, para que se preocupar?”. Provérbio chinês
Filme
“A Conexão Sueca”- NETFLIX – Uma história real inspiradora sobre burocrata de Estocolmo que engana os nazistas.
Vitória duvidosa (I)
Os erros fatais do Juiz na partida entre Egito e Argentina continua sendo o centro das atenções. A arbitragem desastrosa prejudicou os “Faraós”. O mais grave foi a negativa de recorrer ao VAR.
Vitória duvidosa (II)
O juiz François Letexier é o mesmo que manteve em campo o meia argentino, Gianluca Prestianni, na partida entre Benfica e Real Madrid, quando ele chamou Vinicius Jr de “mono” (macaco) após o brasileiro marcar um gol e comemorar dançando. Posteriormente, Prestianni foi punido com suspensão, sanção que passou a ter validade internacional, após ser reconhecida pela Fifa.
Vitória duvidosa (III)
A Argentina repete 40 anos atrás, quando Maradona, na decisão da Copa com os ingleses, meteu a mão na bola e o gol foi validado. Ele próprio confessou depois: “Marquei (o gol) um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus”.
Vitória da justiça
A nomeação do juiz federal Ivan Lira de Carvalho para o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) é uma vitória da justiça. A Corte foi premiada com um dos mais competentes magistrados de sua geração.
Trump ataca de novo
Durante reunião com líderes europeus, Trump renovou seus ataques a OTAN por se recusar a apoiá-lo em sua tentativa de assumir o controle da Groenlândia e por não fornecerem apoio militar aos EUA durante a operação contra o Irã.
Fonte: Blog do Ney Lopes

