
No Brasil, a Copa do Mundo de Futebol é um grande evento, aguardado com muita ansiedade por todos os amantes do Esporte Bretão.
Quem não sonha com o “Hexa”? Mas cá entre nós, com estes timinhos que andam chamando de seleção brasileira, sei não…
Num exercício lúdico, resolvemos imaginar outra Copa do Mundo, uma disputa entre castas, vinhos e suas regiões produtoras.
Fazendo um paralelo direto com a competição futebolística, já de saída, o número de participantes seria bem menor.
Entre as 48 seleções que vão participar deste torneio, em 2026, poucos países têm tradição conhecida na produção de vinhos. Infelizmente, dois grandes produtores, a Itália e Chile, não conseguiram se classificar.
Mas eles vão entrar em campo, na nossa fantasia, com França, Portugal, Espanha, Alemanha, Áustria, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Uruguai, Brasil e Estados Unidos.
Cada país deve ser representado por um craque/casta e a melhor região produtora. A regra limita a participação aos vinhos monocasta. Isto tira da jogada os vários tipos de cortes, como os de Bordeaux, Rhone, etc.
Alguns apreciadores destes vinhos podem protestar, mas plagiando o Arnaldo Cezar Coelho, “a regra é clara!”.
Aqui estão algumas sugestões de participantes. Cada leitor, que decidir entrar neste jogo, pode fazer suas próprias regras.
A Itália entraria em campo com a clássica Sangiovese, vinificada num delicioso Brunello di Montalcino ou, quem sabe, com a Nebbiolo vestida num excelente Barolo.
E agora? Só chamando o “Ancelotti” para resolver quem ele indicaria!
Na França a dificuldade não seria menor. Bordeaux e seus maravilhosos cortes com Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e outras já estão fora da regra, apesar dos veementes protestos nas duas margens do Garrone.
Da Borgonha poderíamos selecionar a dobradinha Pinot Noir x Romanée Conti, mesmo sob as vaias e ameaças de greve vinda das castas de Champanhe e até mesmo da dupla Gamay x Beaujolais.
Só o Pres. Macron para resolver isto.
Para Portugal, escolheríamos um belo tinto duriense, 100% Touriga Nacional. Dão, Alentejo e Minho vão levantar a voz, mas rapidamente se curvariam ante a esmagadora realidade.
A torcida do Porto, campeão nacional, vai aplaudir de pé.
Quase o mesmo acontece com a Espanha. A melhor jogada seria a Tempranillo, vinificada na Rioja. Poderia haver algum protesto vindo da Catalunha. Mas Cava joga em trio. Estão fora da regra.
Alemanha é a famosa “pule de 10” com a Riesling e o Reno. Áustria e a Grüner Veltliner das encostas do Danúbio, não dá chance para mais ninguém.
Se o jogo fosse de xadrez, as brancas ganhavam de lavada.
No grupo seguinte vamos encontrar castas e vinhos muito interessantes e fáceis de selecionar.
Da África do Sul a pedida seria um Pinotage da região de Stellenbosch. Não tem “mi mi mi” e nem “vuvuzela”.
A Austrália entraria em campo com um dos seus fabulosos Syrah do Barossa Valley e a Nova Zelândia viria de Sauvignon Blanc, da região de Marlborough.
O povo, muito civilizado, agradece e degusta.
Malbec de Mendoza representaria a Argentina, como é de praxe. Da mesma forma o Tannat uruguaio, de Canelones e o Carménère chileno, do Vale Central, receberiam suas indicações sem maiores delongas.
Poderia haver algum “chororô”, típico da nossa latinidade.
Enquanto isso, para escalar os EUA a escolha seria um Cabernet Sauvignon de Napa Valley.
Estes concorrentes são muito fortes.
Restou o nosso país.
Novamente, vários craques estão disponíveis: Merlot, Syrah de colheita de inverno, espumantes elaborados com castas pouco comuns como Moscatel, Riesling Itálico e outras.
Mas não podemos negar a grande influência da colonização italiana no sul do país. Sem eles, não teríamos vinho. Para homenageá-los, a uva que deveria nos representar é a Peverella, originária da região do Vêneto. Aqui, produz alguns dos melhores vinhos laranja do planeta. A região é o Vale dos Vinhedos.
Craque desconhecido? Azarão? Quem sabe?
Talvez tenha chegado o momento de apostarmos em coisas fora do comum.
Para jogar esta Copa e eleger um campeão, é fácil.
Junte os amigos, escolham os times que vão jogar, providenciem uns acepipes e liguem a TV.
Depois, façam como Napoleão: Na derrota, abram um vinho para se consolarem. Na vitória, abram outro, para comemorar.
Creio que cada um dos leitores vai entregar a sua taça de campeão para diferentes competidores. A grande farra aqui é que podem existir múltiplos ganhadores. Tudo muito democrático.
Em tempo: um curioso protesto chegou da França, alegando que “muitas destas uvas, que representam outros países, são minhas”!
Como negar?
Saúde!
CRÉDITOS: imagem criada pelo ChatGPT
Dica da Sandra Cordeiro: Marzarotto Pleno Cabernet Franc
E viva o Brasil!
Já que estamos falando em copa do mundo e está friozinho, vamos reforçar a torcida indicando mais um Brasuca tinto para aquecer os corações.
Hoje vamos falar sobre o Marzarotto Pleno Cabernet Franc.
A Marzarotto Vinhas e Vinhos é uma vinícola butique na Serra Gaúcha, mais especificamente em Nova Pádua, que com Flores da Cunha forma a IP Altos Montes.
Fundada e dirigida por Janaína Massaroto, a primeira enóloga brasileira a capitanear sua própria vinícola, produz vinhos e espumantes exclusivos de qualidade indiscutível, sempre com muito carinho e dedicação.
Descendente de italianos, filha de enólogo, sempre viveu em ambiente onde o vinho fazia parte do dia a dia. Quando ainda era muito jovem foi rainha da festa da uva de Flores da Cunha. Tomou para si a missão de divulgar e proteger esse legado de seus antepassados para as novas gerações. Janaína não mede esforços para divulgar o vinho nacional e, obviamente, os da IP Altos Montes e os seus próprios, que ela diz serem seus filhos.
Para Janaína o vinho é o centro das celebrações e dos encontros, então vamos aos nossos encontros degustando esta delícia, que ela produz com muito carinho e esmero para nosso deleite.

O Pleno Cabernet Franc é produzido com uvas selecionadas vindas de Pinheiro Machado, Serra do Sudeste – RS, terroir muito propício para a produção de uvas viníferas de excelente qualidade, que se transformam em vinhos frutados e aromáticos.
Elaborado de forma clássica, utiliza leveduras selecionadas, e passa 120 dias em carvalho francês, que lhe agrega estilo domando seus taninos, proporcionando maciez e personalidade.
As uvas são selecionadas manualmente e totalmente desengaçadas, passam por maceração pelicular a frio por cinco dias, fermentação alcoólica com temperatura controlada, fermentação malolática, estabilização, filtração e envase.
Visual: Vermelho rubi intenso, límpido e brilhante.
Olfato: Aromas intensos de frutos vermelhos e negros, pimenta preta moída na hora, menta e especiarias.
Paladar: Intenso e persistente, saboroso, frutado, especiado, certa picância, corpo médio, taninos presentes e macios, equilíbrio entre taninos, acidez e alcoolicidade. Harmonização: Vai muito bem com os bons encontros, com bons amigos, boa comida, boa ocasião, do jeito que você preferir. Para uma experiência mais completa vamos para algumas sugestões, carnes vermelhas como contrafilé, cordeiro, vitela, vai muito bem também com arroz de pato, codorna recheada, o nosso bom e amado churrasco, massas com molhos vermelhos, e queijos de sabor intenso, enfim desfrute o vinho e principalmente seus momentos.
Tim Tim!
Onde encontrar? Na OCAM Vinhos
Preço: R$ 129,00
Entrega em até 48h na cidade RJ e Niterói.
Compre mais R$ 300 para receber frete grátis.
Bora de Brasuca pessoal?

