21 de setembro de 2026
Adriano de Aquino

O discurso de Rubio e a reversão globalista

No final dos anos 80, líderes dos países da banda ocidental do planeta se reuniram em Washington para sacramentar um consenso que já vinha sendo costurado há anos pelo Banco Mundial e o FMI.

O que resultou desse consenso? Privatizações, Abertura comercial, Disciplina fiscal e redução do papel do Estado.

Interessante e curioso é que o fenômeno globalista na ocasião agregou líderes liberais democratas/socialistas consensuais.

Hoje, vendo o percurso dessa façanha geopolítica, cultural/econômica, o que vemos é que entre os itens destacados acima, o fenômeno não explicitado da globalização foi o mais obteve capilaridade nas nações do ocidente.

Todavia, nessa banda do mundo, os demais itens se tornaram teses acadêmicas, debates infindáveis de viés ideológico e temas para politicos em tempo eleitoral e nada mais.

A China, com admirável astúcia, foi o país que mais se beneficiou com a oportunidade. Sua acelerada expansão econômica se deve à abertura e penetração dos seus produtos nos mercados do ocidente. Esta vitória foi consagrada quando em 2001 a China passou a integrar a OMC.

Então, municiada com bons resultados econômicos, focou suas ações para dobrar as democracias do ocidente, a começar pela Europa unificada(UE) adepta de programas sociais progressistas ‘inclusivos’.

A política migratória progressista da UE devastou as fronteiras.

Há tempos o potencial econômico da Europa e seus sistemas de defesa interna se tornaram frágeis e dependentes das potencias predominantes no mundo EUA/China e, menos importante mas ainda assim considerável, Rússia. Sua reserva energética tornou-se uma questão de vida ou morte para a economia europeia.

Os russos sabem disso. Os chineses também. Os europeus sabem?

A questão crucial do momento para o ocidente é: como os EUA vão atuar para reverter essa onda? O discurso do Rubio na Conferencia de Munique foca no desmonte da mentalidade globalista/progressista que inundou a Europa.

Se dará ou não resultado ainda é uma incógnita.

Porém, focar nesse item é a saída mais positiva que as nações do ocidente deveriam abraçar para manter-se integra e prospera, econômica e culturalmente.

* * *

Sobre o discurso do Rubio em Munique, Eli Lake postou no The Free Press:

“O pequeno milagre diplomático de Marco Rubio
Na Conferência de Segurança de Munique, o secretário de Estado fez uma crítica contundente à complacência europeia — e recebeu uma ovação de pé por isso.
O secretário de Estado Marco Rubio realizou um pequeno milagre diplomático. Ele conseguiu conquistar uma sala cheia de altos líderes europeus em seu próprio território, ao mesmo tempo que derrubava muitos dos tabus mais importantes do continente.
No sábado, ele recebeu uma ovação de pé ao discursar na Conferência de Segurança de Munique, o encontro anual de altos funcionários da área de defesa europeia. Foi um feito notável, visto que o discurso soou como uma intervenção em que Rubio interpretava o patriarca frustrado que acabara de descobrir que sua fortuna familiar estava sendo dilapidada por seus filhos diletantes…”

https://www.thefp.com/p/marco-rubios-minor-diplomatic-miracle?utm_campaign=email-post&r=nmudu&utm_source=substack&utm_medium=email

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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