
A mais recente estimativa oficial disponível para o custo anual do Poder Judiciário brasileiro refere-se ao ano de 2024, conforme o relatório “Justiça em Números 2025 (ano-base 2024), divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em setembro de 2025.
De acordo com o relatório e diversas reportagens da Gazeta do Povo, Poder360, Carta Capital, JOTA e STF, entre outras fontes.
As despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 146,5 bilhões em 2024.
Esse valor representa um aumento real de 5,5% em relação a 2023 (que foi de cerca de R$ 138,9 bilhões, já corrigido pela inflação).
Equivale a aproximadamente 1,2% do PIB brasileiro e a R$ 689,34 por habitante. Isso inclui cada bebê, criança, adolescente, homem, mulher, trans, idosos e até pessoas em situação de vulnerabilidade ou sem acesso direto à Justiça.
Estimando-se a população brasileira em cerca de 212,6 milhões (estimativa IBGE para 2024, próxima ao ano-base), R$ 146,5 bilhões divididos por 212,6 milhões é igual a R$ 689 por habitante.
Isso reflete o custo médio teórico que cada residente “paga” indiretamente via impostos para manter o sistema judiciário, independentemente de idade ou uso efetivo do serviço.
Cerca de 89% (R$ 130,6–130,7 bilhões) foram destinados a despesas com pessoal (salários, benefícios, inativos etc.) Isso inclui um Judiciário federal, mais vinte e sete estaduais, mais a Justiça do Trabalho e a Justiça Eleitoral, o que infla o total.
No mesmo período, o Judiciário arrecadou cerca de R$ 79 bilhões (54% das despesas).
Comparações internacionais mostram que o Brasil gasta mais que a maioria dos desenvolvidos em proporção à economia, apesar de indicadores de eficiência e acesso à justiça mais baixos.

