15 de agosto de 2026
Lucia Sweet

A rejeição e as pesquisas

Eu não entendo como alguém que tem 63% de rejeição (pesquisa Nexus/BTG de 3 de agosto de 2026, citada na coluna Claudio Umberto) consegue ficar na frente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Tanto que o Republicanos, que está em cima do muro, mostra preocupação porque apoiar o PT pode afundar candidatos do partido.

O político mais famoso do Republicanos é Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e candidato à reeleição em 2026. Declarou apoio a Flávio Bolsonaro.

Outro nome de peso do partido é Hugo Motta, deputado federal pela Paraíba e atual presidente da Câmara dos Deputados. Apesar de o Republicanos se declarar de centro-direita e conservador, com ênfase em valores cristãos, família e liberalismo econômico, Motta votou com o governo Lula em 91% das votações em que participou — acima da média da própria bancada, que ficou em torno de 80% a 83% nos últimos quatro anos.

Sobre a família de Hugo Motta, pode-se dizer em italiano: “siamo tutti brava gente”. Sua mãe, Ilanna Motta, foi presa preventivamente em 2016 na Operação Veiculação por fraudes em licitações. Sua avó materna, Francisca Motta, então prefeita de Patos, foi afastada do cargo na mesma operação. As duas foram absolvidas em 2021. O pai, Nabor Wanderley Filho, atual prefeito de Patos, foi condenado por improbidade administrativa em 2017.

No Senado, temos Damares Alves e Hamilton Mourão, do Republicanos, além dos deputados federais Celso Russomanno e do próprio presidente nacional do partido, Marcos Pereira. Outro nome conhecido é Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, ex-senador e ex-prefeito, atualmente candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Segundo pesquisas recentes de julho de 2026, está em segundo lugar na disputa pelas duas vagas do Rio no Senado.

Para quem não sabe, o Republicanos (antigo PRB – Partido Republicano Brasileiro) nasceu de articulação de Edir Macedo. Muitos de seus quadros (incluindo o presidente Marcos Pereira) são bispos, pastores ou ligados à Igreja Universal e à TV Record.

Mudando de partido, no Rio de Janeiro, o candidato do PL ao Governo é Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e deputado estadual. Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson.

O partido de Flávio Bolsonaro tem duas vagas para disputar o Senado. Carlos Portinho é candidato à reeleição. A segunda vaga ainda não está definida.

Dá para notar que, em política, a oposição e a situação no Brasil fazem um grande partouze, palavra francesa que educadamente se traduz por orgia e, vulgarmente, por suruba. É o que temos no momento para tirar o PT do poder. Este atual governo de esquerda, aliado de ditadores e defensor de terroristas muçulmanos, isso sem falar em narcotráfico, destruiu o Brasil. Não vou nem mencionar os escândalos do PT, ainda em andamento. Precisaria escrever um livro.

Temos um longo caminho a percorrer, mas uma jornada de mil léguas começa com o primeiro passo.

Lucia Sweet

Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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Jornalista, fotógrafa e tradutora.

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