8 de maio de 2026
Adriano de Aquino

O Partido comunista chinês e sua influência em Cuba

A crescente influência do PC chinês sobre as nações pobres do Ocidente, tem, em Cuba, uma base servil consolidada para lançar sua estratégia expansionista.

O histórico de dependência cubana à União Soviética se estendeu por cerca de 30 anos, tornando-se uma aliança estratégica durante a Guerra Fria e uma base ativa de ameaças às nações livres do Ocidente. O conluio teve início após a Revolução Cubana de 1959.

No inicio da década de 60. Fidel Castro empurrou Cuba para a órbita soviética. Pode-se dizer que o regime cubano tem pós-doutorado em dependência política e econômica de regimes ditatoriais estrangeiros.

À guisa de escapar do embargo dos EUA, Cuba aderiu a regimes autoritários, não apenas para viabilizar a dinastia castrista mas para, sobretudo, garantir longevidade ao regime.

Passados tantos anos, o regime cubano volta a fazer a única coisa que sabe fazer para se manter no poder; submeter-se a uma aliança oportunista.

Acontece porém, que ao se alinhar com o PCC (partido comunista chinês), a ilha tombará de novo na dependência de um poderio econômico estrangeiro nefasto que afastará para muito longe o desejo de o povo cubano um dia ter voz e poder para reverter uma longa história de opressão.

Vale dizer, que os mega investimentos (Doações😂) da China em setores estratégicos de Cuba não são coisinhas simples para se lidar.

Qualquer traço de possíveis estranhamentos e discordâncias nos negócios entre o regime cubano e o PCC, que possa incidir em desacordo e dissidência, reverterá em pesadas ameaças e medidas graves por parte do ‘provedor’ chinês.

O regime cubano que por décadas usou o embargo dos EUA para justificar a estagnação econômica do país, mal sabe o que poderá acontecer caso a ditadura cubana um dia ouse descumprir e contrariar as determinações e ordens do PCC, seja sobre a autonomia política, social e territorial da ilha.

De doação em doação, a China tenta revitalizar o sistema elétrico cubano.

O site cubano 14ymedio divulga para o mundo livre as tratativas da ditadura castrista para se eternizar no poder.

” No marco do 65º aniversário das relações entre Cuba e China, uma nova colaboração foi assinada por Pequim: o envio de oito grupos geradores de 1,8 megawatts destinados à reabilitação completa da usina hidrelétrica de Guanábana. Este projeto será seguido por outros semelhantes. Esta e outras doações do país asiático, como o gerador industrial instalado em Trinidad em maio passado, servem para reforçar o programa que está sendo realizado com duas empresas privadas chinesas para instalar 92 parques solares até 2028. Por enquanto, essas doações estão apenas atenuando uma situação que pode piorar.”

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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