21 de abril de 2026
Carlos Leão

O Papa religioso

Um Papa Religioso: “conditio sine qua non” ao Trono de Pedro

É sério, gente!!! Estou aqui pensando o que leva um ser humano, em aparente plenitude de suas faculdades mentais, dar uma entrevista como aquela.

Peraí, peraí! Vou tentar explicar pra quem não assistiu ou não leu, nas redes sociais, a entrevista de uma conhecida (e “saudosa”) senhora, dos nossos meandros políticos, sobre Francisco em meio aos ritos do seu pomposo funeral.

Dizer nada com nada, eleger o nonsense, enaltecer o vazio e viajar literalmente na maionese são conhecidíssimos predicados de sua clássica retórica que a cada hora aperfeiçoa-se em geométricas proporções.

“Ele foi um Papa religioso, ou seja, uma Papa que ligava uns com os outros”. E aí eu concluo que, por ser religioso, certamente sabia que “a pasta de dente quando sai do dentifrício dificilmente volta pra dentro do dentifrício”.

Em seu momento de consternação, introspecção e oração diante do caixão de Francisco, junto à impressionante entourage brasileira que ocupava metade da Praça de São Pedro, fico pensando, com todo o respeito exigido pelo momento, no teor de sua prece.

Talvez tenha pedido ao Santo Padre que, ao passar pelas engalanadas alamedas celestiais em direção ao Pai, não deixasse de saudar as divinais mandiocas e, ao encontrá-lo, intercedesse por nós pedindo ao Criador para capacitar os cientistas da Terra a desenvolverem técnicas de estocagem de vento, certamente um divisor de águas para uma melhor qualidade de vida visando o futuro das gerações woke, a progênie freireana e a descendência haddadista.

Fatos como esses explicam a falta de paciência de Jorge Mario, o Francisco gente como a gente. Aqueles tabefes nas mãos de fiéis, as broncas homéricas em devotos sem noção, a retirada estratégica de sua mão aos beijos babados de crentes fanáticos explicam, reitero, a impaciência e deixam qualquer santo fora de si.

E essa dualidade “Jorge Mário/Francisco” infelizmente não foi bem trabalhada pelo Papa. Isso pode, quero crer, ter sido o fator decisivo para tantas críticas ao seu pontificado, principalmente quando comparado a João XXIII e João Paulo II.

Francisco deixa um legado muito pouco ortodoxo em relação aos pilares que sustentam as tradições da Igreja de Pedro.

Aproximou-se, sem qualquer cerimônia, à esquerda mundial, ao globalismo, ao dito progressismo e às agendas woke.

Em muitos de seus momentos, pensamentos e ações, intencionais ou não, manteve, em nome dos regimentos progressistas, uma desatencão velada e silenciosa aos ensinamentos de Cristo quanto aos pétreos preceitos da tradição, família, ética e moral, todos presumivelmente eternos.

Que o seu pontificado sirva para uma reflexão mais intimista, mediativa, introspectiva e extremamente necessária para uma transição responsável de pensamento condizente com as tradições seculares da Igreja.

Que o seu sucessor possa ser ungido pelo senso crítico e totalmente fiel ao respeito e aos ensinamentos expressos na Palavra, máximas condições exigidas ao trono de Pedro.

Juntamente com a simpática senhora aqui evocada, rezo para que Deus receba Francisco e o acolha em seus braços de perdão.

Carlos Eduardo Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

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