Suponhamos que o aloprado ‘processo sem fim’, que tem como objetivo prioritário extirpar a candidatura de um populista de direita com enorme adesão popular, inibindo e judicializando a concorrência eleitoral de políticos conservadores e de direita, se concretize de fato.
Como será a eleição de 2026?
Uma perspectiva:
Apenas os partidos de esquerda e as caricaturas do Centrão estarão aptos a apresentar candidatos.
As campanhas pagas com o dinheiro do contribuinte e os debates televisivos levarão os papagaios de estúdio a dar pulinhos de alegria.
Será lindo ver o candidato do PSOL, debatendo com a candidata do PCdoB.
O PDT lamuriando contra os três segundos de mídia eleitoral.
Um comensal do PSDB pulando de novo para o PSD, plantando mais um Chuchu para vice do favorito da Corte.
O PT se deliciando com a companheirada e dobrando a meta de promessas, garantindo que se vencer dará um salto triplo carpado.
Esquece a picanha prometida.
Em 2026 será um boi inteiro por família carente.
Ali, no palco e nos palanques, lançará o programa social “Bolsa Desemprego”, com duplo salário mínimo eterno, transferível para as próximas gerações de herdeiros, como bônus eleitoral – inspirado no Suplicy – para o povão abastecer a adega com cervejinha.
Em 2026, o sonho do ‘civilizador togado’ será realizado com a derrota judicial antecipada dos candidatos de partidos conservadores, liberais e de direita – ‘tudo golpista, fascista e de extrema-direita.’
PCO, único autêntico partido de esquerda com posições críticas contra o arbítrio judicial, a censura e a favor da anulação dos processos arbitrários contra os manifestantes do 8 de Janeiro (texto abaixo) já deve estar na mira dos defensores ‘oficiais’ da Democracia.

Suas posições antagônicas ao regime já deve tê-lo tornado alvo dos togados e da falange dos justiceiros da liga ‘Sem Anistia’.
Uma pena.
Com a extirpação de candidaturas à direita com chances concretas de vitória e com a massiva representação das fantasiosas agremiações de esquerda, só nos restaria o PCO como partido de esquerda legítimo.
PCO- Partido da Causa Operaria, postou:
“A anistia não é uma questão de simpatia política ou alinhamento ideológico, mas de reparação às ilegalidades cometidas pelo Estado. Houve abusos, prisões arbitrárias e violações de direitos fundamentais contra os manifestantes de 8 de janeiro de 2023.
Diante disso, o único debate possível é se essas condenações devem ou não ser anuladas com base nas transgressões do poder público. Qualquer posição contrária escancara um apego autoritário à punição arbitrária, incompatível com um verdadeiro regime democrático.
Em 1979, a anistia foi uma resposta às atrocidades de um regime de exceção que torturava e matava. Hoje, os presos que podem ser beneficiados não são torturadores ou algozes de um sistema opressor, mas cidadãos comuns, em grande parte detidos “por convicção” dos acusadores e em processos totalmente fraudulentos, acusados de atos que o próprio Estado inflou para justificar uma repressão desproporcional.
Quando o Estado prende alguém sem oferecer um processo transparente, com advogados cerceados e julgamentos apressados, ele replica os métodos que eram característicos das ditaduras fascistas. Como, então, opor-se à anistia em nome da “democracia”, se a própria repressão aos presos de hoje ecoa as ilegalidades do passado?
A defesa dos direitos democráticos não deve jamais escolher lados: ela exige que as ilegalidades sejam reparadas, independentemente de quem as sofreu.”

