Textão chato sobre assunto muito chato


Amigos, nada neste mundo é gratuito. Se hoje em dia as mulheres podem votar é porque muitas delas morreram para ter esse direito. Até mesmo na Arábia Saudita onde mulher não vale nada, entre uma surra e outra, elas lutaram para conseguir dirigir automóveis. A partir do próximo ano isso vai ser possível.
Pois bem, vivemos 21 anos de censura no Brasil. Eu pensei que as Donas Solanges da vida estariam definitivamente mortas (*), mas eis que agora existe um movimento querendo ressuscitar tudo de ruim do passado, inclusive a ditadura militar.
A arte é livre e, dentre outras coisas, sempre teve o seu lado transgressor. Eu sou contra a censura, mas determinados “artistas” estão abusando do direito de demonstrar a sua insatisfação com o mundo, com os ditos valores da sociedade e a religião alheia. Todo mundo tem o soberano direito de pintar o que bem entender, mas daí uma galeria ou museu expor os quadros vai uma enorme diferença no meu entender.
Não estou me referindo à exposição do Santander ou à performance do homem pelado, mas eu fiquei chocada com uma outra de BH. Dizem que é difícil definir o que vem a ser pornografia. Alguns podem achar que até mesmo um singelo beijo no rosto pode ser pornográfico, outros são mais abertos. No entanto, bizarrice grotesca é mais fácil de identificar.
Estamos vivendo em um tempo em que todo mundo virou juiz e julga todo mundo. Nunca vi tantos radicalismos na minha vida. De repente nossa sociedade está puritana e religiosa ao extremo. Até mesmo o RJ, cidade que já foi tão diferente das demais (me desculpem, mas é verdade), virou conservadora.
Resumindo a ópera, meia dúzia de artistas deram panos para manga e agora existe um perigo terrível de perdermos o direito de vermos o que quisermos, por causa da intolerância daqueles que se dizem religiosos e que não passam de hipócritas. E tenho dito.
(*) Se alguém quiser perder o seu tempo e saber quem foi Dona Solange, leiam o link abaixo.
http://rededante.blogspot.com.br/2014/06/solange-hernandes-canalha-que-censurava.html

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