“Non existé almoçô de graçá”


A expressão, da qual uso, abuso e lambuzo, “não existe almoço 0800”, tem sua autoria frequente e erroneamente atribuída ao prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman (1912-2006), “colega e professor” do ministro Paulo Guedes, na Escola de Chicago. Frase atribuída a Friedman porque ele a ressuscitou e ainda batizou um de seus livros.
Por falar em professor Google, “o termo “almoço grátis” faz referência a uma prática comum entre bares americanos do Século 20 que ofereciam uma refeição, sem nenhum custo, para os clientes que consumissem bebidas. “Não existe almoço grátis” ou “Não existe essa coisa de almoço grátis” é uma frase popular que expressa a ideia de que é impossível conseguir algo sem dar algo em troca.
Todo este “nariz de cera de Gérard Depardieu” veio me cheirar, depois do incêndio na Notre Dame de Paris, dia 15 de abril. E depois de ontem, 23 de abril e de São Jorge, quando presenciei mais um circo de horrores da “esquerda caviar, Champagne, festiva e asquerosa”, na CCJ, em Brasília, sobre a Reforma da Previdência.
“Esquerda caviar (do francês: Gauche caviar) é um termo pejorativo utilizado para descrever alguém que diz ser socialista, mas que leva vida de luxos e glamour”. É o Romanée-Conti, dos primórdios de Lula; até o brega tríplex no Guarujá e o barango sítio em Atibaia. Muitas vezes, dinheiro (no caso, roubado) tem nada a ver com bom gosto.
O cronista “Zuenir Ventura conta em seu livro ‘1968: o ano que não terminou’ que a expressão foi inventada pelo colunista Carlos Leonam em 1963. O ministro San Tiago Dantas disse que havia duas esquerdas no Brasil: ‘a positiva e a negativa’. Leonam replicou: ‘tem outra, a esquerda festiva’”.
Vejam bem o histórico da gentalha. 1963! Um ano antes dos famigerados militares chegarem…
Esquerda festiva seria, finalmente, uma piada pejorativa, “comme il faut”, para definir militantes políticos de esquerda, geralmente jovens e universitários, que se preocupam mais com festas e surubas derivadas da luta política, do que com a luta política em si.
E a esquerda caviar, festiva e sua irmã gêmea, “Patrulha Ideológica” (by cineasta Cacá Diegues), evoluíram (sic) em um ponto. Não contaminaram apenas jovens e universitários, envelheceram com eles e viraram deputados, senadores, presidentes, presidiários.
O vandalismo verbal que vagabundos e Marias do Rosário perpetraram contra Paulo Guedes, dia 3 de abril, voltou e votou ontem, contra a Reforma da Previdência, da forma mais escrota, grossa, agressiva, autoritária e hipócrita; especialidade desta esquerda que come caviar para exibir, mas gosta mesmo é de comer presunto Sadia e arrotar mortadela Perdigão vencida.
Vou tentar resumir a ópera bufa porque o tema é sem fim.
Na CCJ a “Esquerda Louis Vuitton”, faz de conta que defende os pobres e ataca os ricos. Nada mais surrealista ver petista condenando bancos e empresários, defendendo camponesas e pescadores.
Fizeram nada pelos pobres, fizeram tudo pelos ricos; subornaram, corromperam, aceitaram e pediram propinas.
Quebraram a Petrobras e o Brasil. Aí, na minoria e na oposição ficam berrando, ameaçando, zombando, desrespeitando e peitando.
Claro que no Brasil e no mundo, banqueiros e outros bilionários são canalhas: não existe jantar de graça… Tudo visando mais dinheiro.
No Brasil, sem generalizar, milionários, além de burros e egoístas, são pão duros, insensíveis e também só pensam em ficar cada vez mais ricos. Fundações, museus, centros culturais, aqui e lá fora, são lavanderias chiques, bem disfarçadas.
Lei Rouanet e Vuarnet! Ninguém é rico impunemente.
Criticaram a Lily “Banco” Safra pela doação de R$ 88 milhões para a reconstrução da Notre Dame. O dinheiro é dela, usurpado ou não. Ela faz o que quiser. Poderia ajudar os miseráveis do Brasil, mas preferiu ajudar a França, o sexto país mais rico do mundo, onde tem francês passando fome. Os ricos franceses elegeram o “amigo” Emmanuel Macron. Vejam os Coletes Amarelos que, têm razão nas manifestações violentas, mas não em destruir o patrimônio francês e mundial.
A França deve ter mais sonegadores de impostos que o Brasil porque tem mais milionários e bilionários. Mas, pelo menos lá, os impostos têm muito mais retorno que aqui. Seria interessante saber quanto o Banco Safra deve à Receita, à Previdência, etc…
Voltando à Notre Dame, muito bem, em dois dias, conseguiram, doações de 1 bilhão de euros. A grande parte veio dos bilionários, todos fraudadores de impostos.
Voltando ao Gérard Depardieu lá no início. O grande ator agora, depois de domiciliar na Bélgica, que cobra menos sobre as riquezas, virou cidadão russo… O cara está podre de rico, com o talento dele, mas não acha justo pagar quase 50% de impostos.
“Resumindo henrique cardoso”, se estes bilionários pagassem o que manda a lei, em vez de sonegar ou guardar bilhões em paraísos fiscais e fundações suspeitas, não precisariam dar “esmolas” de 100, 200 milhões de euros para a Notre Dame.
Os mecenas doaram sim. E como não existe almoço de graça, em troca, caem no abraço da galera, na simpatia do povo e na cegueira do governo. Ou vocês acham que a França está podendo manter Notre Dame, Versalhes e Alice no País das Mil Maravilhas?
Amor sincero custa caro…
Este texto parece de esquerda, contra os ricos, mas não é. É contra a Burrice, mãe de todos os males, irmã da Ganância e do Egoísmo, outras bestas quadradas.
Viva o Capitalismo e o Liberalismo! Mas, abaixo a soberba, a mesquinhez e a indiferença. Por causa disso, nascem os Fidel Castro, Lênin, Lula e Hugo Chávez (Maduro).
PS: Hoje, em solidariedade aos cubanos, almocei apenas frango. Não foi de graça, minha mãe pagou por ele, incluindo os 17% de imposto.

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