21 de maio de 2022
Walter Navarro

Culto à Minha Personalidade de Mim and de Myself


Hoje: Walter-egotrip! Uma viagem ao ego de eu mesmo e de mim sesmo.
Fui inaugurado, em Barbacena, às 10h30, aos 9 dias de outubro, do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1962.
Sorry, periferia!
E já nasci bonitinho, mas extraordinário.
Saí pelo lugar errado, cesariana, mas lembro-me muito bem da enfermeira gostosa.
Nunca mais fui o mesmo.
Nasci mamando e, Graças a Deus, nunca mais saí da fase oral.
Apesar de mim, cresci e só fui melhorando, dizem as controvérsias.
Nasci com uma coisa na mão. Qual seria minha intenção?
Eu só sabia e tinha a certeza mais absoluta da minha própria vida que havia nascido a pessoa que eu procurava. Juro!
A pessoa que eu quisesse comigo vinte e cinco horas por dia.
Uma pessoa que me entendesse, em quem eu pudesse confiar…
E essa pessoa, linda, incrível, divina e maravilhosa era eu!
Eu, mesmo sem a Jules.
Eu me amo, eu me adoro, eu não consigo viver sem mim.
Eu me amo tanto que eu te amo eu te adoro, eu não consigo te ver sem mim.
Mas, please, não saque a arma no Saloon, eu sou apenas o cantor.
Vamos ver o sol nascer ali na praça?
Você faz “irish coffee” ou quer que eu faça?
Tira o pijama no Vietnã…
Só sei que não sei quando ninguém vai entender quando o dia amanhecer.
Eu ela nus e pelados na Praça Ba Dinh, da Bandeira ou do Papa, cantando o samba da Mangueira.
Quando chegaram os camburões, saímos assoviando o hino da República dos Camarões.
Eu te amo, eu me adoro. Eu te quero até o talo.
Mas isso é fácil, Jacques amo todo mundo. Até quem não me ama, não me quer, nem me chama de Baudelaire.
PS: Feliz ano novo, para mim e meio que para eu!

Jornalista, escritor, escreveu no Jornal O Tempo e já publicou dois livros.

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