
A carta de Trump a Lula impôs ao Brasil a tarifa de 50%, que é a maior dentre os demais países. No entanto, o principal argumento do norte-americano não tem relação alguma com fatores econômicos, e sim com a deterioração das liberdades no Brasil. Outras cartas na mesma data comunicaram tarifas de 40% para Laos e Mianmar, 30% para África do Sul e Bósnia e Herzegovina, 36% para Camboja e Tailândia, e 35% para Sérvia e Bangladesh. A Indonésia será taxada em 32%, enquanto Malásia, Cazaquistão e Tunísia em 25%.
Sim, não fomos apenas nós que recebemos a tal carta. Outros países seguem um roteiro bastante padronizado, mas o texto enviado a Lula começa com Trump repetindo as críticas feitas ao processo contra Bolsonaro, acusado de tramar um Golpe de Estado. “A forma como o Brasil tratou o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deve terminar imediatamente”, disse Trump.
Isto é a consequência de um conjunto de ações adotadas pelo governo de Lula e pelo STF nos últimos anos. A maior delas é o processo contra o ex-presidente Bolsonaro que tramita na Suprema Corte, que emitiu ordens de censura às plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com milhões de dólares em multas, bloqueios e expulsão do mercado brasileiro de mídia social: Meta, Telegram, ex-Twitter (atual X), Rumble e multou a Starlink de forma não normal. O ex-presidente, está sendo processado, impedido de se candidatar e massacrado por se reunir com embaixadores conversando sobre o nosso sistema eleitoral e, por seus seguidores fazerem baderna na Praça dos Três Poderes.
O STF não poderia julgar Bolsonaro e julga; Moraes, por ser a vítima, não poderia julgar Bolsonaro, e não só julga como é o relator e o juiz; Flávio Dino, é testemunha do 08/1 e liberou a Força Nacional, portanto, não poderia julgar Bolsonaro e os atos deste dia, mas está julgando; Zanin disse que se daria por impedido para julgar Bolsonaro e está julgando; Carmem Lúcia, vive atacando Bolsonaro, seja de desgoverno, de fascista, genocida, etc, e não pode julgar, mas está julgando.
E o presidente do STF? Ele afirmou: “vencemos o bolsonarismo!”. Ora, se “vencemos”, é porque ele está no grupo vencedor e Bolsonaro é inimigo (ou adversário) e também não poderia julgá-lo. Simples assim, porque o juiz não vence a parte ou o réu, o juiz, simplesmente, aplica a lei! Quando ele diz que “vencemos”, é porque, claramente, não há imparcialidade e tudo combina com ilegalidade, tendenciosidade, injustiça e afronta a direitos fundamentais e ao devido processo legal.
Lembrem que, após as eleições, ele profetizou, em Nova York, aquela frase: “Perdeu, Mané!”. Jamais deveria permitir um julgamento sob sua tutela, no caso, o STF.
Portanto, é evidente que Trump tem razão neste ponto, já que há uma perseguição implacável, desleal, covarde, arbitrária, ilegal, inconstitucional e criminosa. Os processos contra os baderneiros de 8/1 padecem de nulidade absoluta, porque deveriam estar na Primeira Instância, mas não foram enviados para lá porque os ministros sabem que nenhum juiz condenaria essas pessoas por “Golpe de Estado” ou “Abolição do Estado Democrático de direito”.
Lula vem provocando Trump faz tempo e, no BRICS, o atacou novamente sugerindo criar uma nova moeda, aliada com países comunistas. Trouxe a Primeira-dama peruana corrupta num jatinho da FAB; visitou a corrupta Cristina Kirchner – em prisão domiciliar na Argentina – pedindo sua soltura e segurando plaquinha pedindo sua libertação. Neste caso, não é interferência?
Tem mais: recebeu um navio do Irã e elogiou o Hamas. Depois Alckmin, seu vice-presidente, tirou fotos com terroristas. Recebeu Maduro de braços abertos e até hoje não disse que a eleição na Venezuela foi “tomada”.
Será que as pessoas estão cegas ou são perversas? Não conseguem – ou não querem – olhar para o outro com empatia. Pessoas, sendo julgadas e condenadas por se manifestarem. Pegando mais de 18 anos de cadeia! Antes que alguém reclame, sim, é claro que eles devem ser processados, em Primeira Instância, por vandalismo, baderna, destruição de patrimônio público ou algo semelhante, mas Golpe de Estado sem armas? Abolição do Estado de Direito?
Por que o STF, tão proativo com Bolsonaro, até agora, não viu nada de errado no INSS? Nenhum partidinho de esquerda entrou no STF para provocá-lo? Curioso, não é? Só sendo muito idiota para não ver a desgraça moral que o país se encontra. Enquanto isso, a democracia no Brasil entra em modo personalizado: ajusta-se conforme a ideologia vigente e, claro, aos humores do chefão do Planalto, com o presidente continuando a esbanjar dinheiro público em suas viagens pelo mundo.
No entanto, um amigo, filho de um “mestre” do agro me disse: “no caso de não haver negociação, esta taxação vai nos fazer demitir muita gente e a única saída será vender no mercado interno, o que, evidentemente, forçará a queda nos preços”. Ele fala apenas de carne e leite, mas acho que podemos estender para o aço e commodities, o que seria benéfico para a população, embora ruim para o país, mas o que é mais importante: o país ou a população?
Uma reflexão final:
A ordem de quem pensa com a razão é negociar. O Brasil está cheio de politiqueiros que não levam o país a sério. Em compensação, faltam bons negociadores, aqueles que saibam ponderar e separar a questão econômica da politicalha, que cada vez mais se mostra ineficiente para resolver problemas de grande monta.
Falta, atualmente, ao Brasil uma diplomacia que não se subordine, mas que tenha a grandeza de reconhecer que não se trata desse ou daquele presidente. O problema atinge milhões de pessoas, que não estão em busca de se eleger, mas sim em busca de como se comportar diante de uma crise econômica, com menos populismo e mais espírito de cooperação e estratégias inteligentes que tragam estabilidade e segurança para todos.
Não se negocia dividindo, acusando e ameaçando, portanto é preciso “construir pontes e não muros”, como alguém já disse. Eis o desafio!


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