21 de maio de 2022
Colunistas Ricardo Noblat

Pérolas da ignorância de um ministro misógino, como seu chefe

Atenção, mulheres! Eles, não!

Estrela/Metrópole

De combustíveis, o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, não entende. No primeiro dia no cargo, não deu uma palavra sobre a alta da gasolina e do diesel que deixou os caminhoneiros enfurecidos.

Mas de distrair a plateia, entende de sobra, a levar-se em conta o que já disse em canais do Youtube e em entrevistas à TV oficial do governo desde que se tornou assessor especial de Paulo Guedes, ministro da Economia. É um bolsonarista de raiz.

Participou no último 7 de setembro de manifestação a favor de Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal. Exibiu-se, ontem, com uma imagem de Nossa Senhora na lapela e apelou para um discurso religioso. Seus comentários antigos viralizaram.

Algumas pérolas do pensamento de Sachsida:

“É difícil argumentar que mais de 100 anos depois do final da escravidão existe uma dívida histórica [com os negros]. Se tem algo que o Brasil pode ensinar para o mundo é a maneira como as raças interagem”.

“Você conversa com seus amigos e suas amigas e pergunta: Quem de vocês topa trabalhar 12 horas por dia durante 15 anos para daqui a 15 anos ser chefe? Você vai ver que uma proporção maior de homens topa isso. Talvez seja fator cultural, social, não sei”.

“Se o casal tem um filho, provavelmente é a mulher que vai cuidar do filho. Aí você diz: ‘Mas o homem fica bêbado mais que a mulher’. Fica, é ponto contra ele. Mas quem vai mais ao médico é a mulher, então, ela vai faltar mais ao trabalho”.

“Será que Hitler dava mais valor ao Estado ou ao indivíduo? […] Antes de responder, uma dica: PT é a sigla do Partido dos Trabalhadores. Você sabe qual era a do Partido Nazista? Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Você realmente acredita que um partido socialista dos trabalhadores é um partido de direita?”.

Fonte: Blog do Noblat

Jornalista, atualmente colunista de O Globo e do Estadão.

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