O aviso aos prefeitos é claro: quem não postar sobre Flávio será incluído na lista negra de Carlos Bolsonaro

A vida política, quando tratada como um negócio de família, não admite o silêncio dos aliados sem que isso soe como traição. O manifesto de Carlos Bolsonaro, cobrando fidelidade de prefeitos e vereadores do PL ao irmão Flávio, não é um gesto de força, é um sinal de fraqueza. Quando o estrategista do clã precisa ir às redes reclamar que “a esmagadora maioria” ignora o candidato da própria casa, o sinal de alerta no bolsonarismo já virou sirene.
O objetivo de Carlos é claro: utilizar o medo e a ameaça de retaliação para manter viva uma candidatura que, por si só, não empolga a base.
Vemos em cena o “pudor de vitrine” da direita sendo testado pela realidade. O tom de Carlos não busca apenas curtidas, ele avisa que está anotando nomes para levar à executiva do partido.
A mensagem é direta para quem depende do fundo partidário – ou se apoia o 01, ou o troco virá na hora de distribuir os recursos para 2026. É a política da chantagem operando a céu aberto, sob o pretexto de “unir a direita”.
É preciso notar que essa fiscalização revela um isolamento que as dancinhas de Flávio tentam esconder. Se a candidatura estivesse consolidada, o irmão não precisaria atuar como o bedel do PL.
Não se deixe enganar pela retórica da união. A candidatura de Flávio Bolsonaro, por enquanto, é apenas uma herança de votos que ninguém sabe se resistirá ao primeiro verão. Sem ideias ou propostas, Flávio caminha como o adversário dos sonhos para a esquerda, enquanto o próprio irmão admite, nas entrelinhas, que a base está dormindo no ponto – ou, talvez, apenas esperando uma opção melhor que não venha do mesmo DNA.
A conferir.
Fonte: Blog do Noblat

